2014 foi marcado por incertezas em solo nacional em razão da Copa e das Eleições. Mas para a IBM Brasil, o ano cravará seu terceiro consecutivo de crescimento. “Superamos a meta e ampliamos os negócios especialmente nas regionais fora do eixo Rio-São Paulo”, diz Rodrigo Kede, presidente da IBM Brasil.
Em conversa com jornalistas nesta terça-feira (2/12), em São Paulo, o executivo não revelou números locais, mas detalhou algumas movimentações que contribuíram para os bons resultados. Uma delas, diz, foi a mudança de investimento das empresas por tecnologias para o front office e não somente para o back office. Além disso, o próprio cenário de cautela gerou uma oportunidade para a TI. “Tecnologia tem sido usada como forma de reduzir custos durante períodos de turbulência”, observa.
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Outro fator que contribuiu para a melhoria dos resultados, relata o executivo, esteve relacionado ao esforço de Kede e de sua equipe para desmistificar que a IBM é somente opção para as grandes empresas. “Foi um ano intenso. Visitei muitas regiões do País para quebrar esse mito”, lembra, completando que o feito não teria sido possível caso o time Big Blue não tivesse vendido valor para os clientes.
De acordo com o executivo, varejo e bancos foram os setores que mais compararam em 2014. Esses segmentos investiram especialmente em Big Data e cloud, conta. Globalmente, o negócio de analytics movimenta US$ 20 bilhões e Kede aposta no salto exponencial desse número. No Brasil, a IBM já conta com clientes que estão de olho nas oportunidades das análises, como é o caso da rede Pague Mais, que fechou contrato de dez anos para projeto na área. Cloud também desponta como oportunidade. “Os últimos seis meses marcaram o salto da nuvem e estamos fortalecendo a estratégia para a área”, afirma.
Para 2015, ainda que o mercado mantenha a postura de redução de custos, Kede acredita que a IBM vai prosseguir com o crescimento. “O próximo ano será de muita complexidade, como foi 2014, mas acredito que vamos manter o ritmo”, resume. No entanto, na opinião do executivo, caso mudanças na política fiscal aconteçam o cenário pode ser alterado. “Sou otimista, mas acredito que no curto prazo o quadro será o mesmo”, diz.
Como parte da estratégia para os próximos anos, o presidente afirma que a IBM Brasil vai trabalhar a presença nas pequenas e médias empresas, que hoje somam mais de 8 milhões no Brasil, para formação de base. Além disso, a fabricante quer levar suas soluções para startups e universidades como forma de tornar esses canais multiplicadores das tecnologias da empresa.
Integração com Scopus
No final de novembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da Scopus, empresa de serviços do Bradesco, pela IBM e os próximos meses, segundo Kede, são de integração das operações. As atividades da Scopus passarão a fazer parte integralmente da IBM, conta Kede. A expectativa é de que no próximo ano a união seja totalmente concluída.
Até a compra, a Scopus contava com 2,4 mil funcionários e uma carteira de cem clientes, entre redes de varejo e operadoras de telecomunicações. Kede garantiu, que mesmo após a integração, o suporte a outros fabricantes não será encerrado.