Por que o CNA caiu nas graças da nuvem?

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Por que o CNA caiu nas graças da nuvem?
Por que o CNA caiu nas graças da nuvem?

Com mais de 40 anos de história no País, o CNA, rede de idiomas que foca no ensino de inglês e espanhol, conta com mais de 600 escolas no Brasil. Em 2013, a empresa viu-se diante de um problema: seus servidores caíram e seu então provedor de hosting não tinha um backup para rapidamente manter os sistemas no ar.

Marcelo Daniel, gerente de TI do CNA, tinha dois meses no departamento e decidiu mudar para o modelo de cloud para não só garantir a estabilidade do ambiente, como também obter flexibilidade. A escolha recaiu sobre a Amazon Web Service (AWS).

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Daniel conta que, hoje, com exceção do sistema de gestão empresarial (ERP), todas as aplicações do CNA estão na nuvem da AWS. Uma das primeiras plataformas a migrar para o ambiente foi o Portal do Aluno, principal canal de apoio das atividades pedagógicas dos cursos de idiomas voltado para professores e estudantes. Em seguida, o portal corporativo foi para a cloud da AWS. O portal comporta todo os franqueados e sua equipes que somam quase 12 mil pessoas, além de outros sistemas como a TV CNA e o e-mail.

Um dos projetos recentemente suportados pela nuvem foi o Speaking Exchange, projeto criado pela escola para promover momentos de bate-papo pela internet entre estudantes do CNA e idosos que moram em casas de repouso nos Estados Unidos. “Estávamos conduzindo um projeto-piloto em uma escola modelo quando a informação vazou e tivemos de liberar para as demais unidades. O desafio foi superado com sucesso com ajuda da nuvem”, explicou o executivo, acrescentando que em poucos dias o projeto estava no ar com o apoio da BRLink, parceiro AWS.

Outro projeto suportado pela cloud foi o Hello Pizza. Nele, estudantes da escola no Brasil usavam a tecnologia VoIP, que usa a internet pra comunicação, para atender chamadas de pessoas nos Estados Unidos que ligavam para uma pizzaria. Se o cliente da pizzaria digitasse o número um no telefone, ele seguiria com o formato tradicional de pedir pizza. Caso ele escolhesse o número dois, ele seria atendido pelo estudante no Brasil para fazer o pedido e ganhar descontos.

O próximo passo, diz Daniel, é levar o sistema de ERP desenvolvido internamente, batizado de CNA Box, para a nuvem. A plataforma está pronta para ser usada e a empresa está em conversas avançadas com a AWS para que a aplicação fique na cloud da provedora. “Para nós, seria inviável contar com a solução dentro de casa”, finalizou o executivo.

*A jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da AWS

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