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Por que mesmo os CEOs deveriam tuitar?

Me ajudem com essa pergunta: quantos dos CEOs que você segue no Twitter tuitam de forma regular coisas que devem mesmo ser lidas? Eu sigo uma série de grandes CEOs e nunca tenho muito retorno sobre esse investimento. E isso me fez perguntar se tuitar é considerado desperdício de tempo por esses profissionais.

Isso é uma heresia para muitos – Pelo menos para o CEO Josh James, da startup de softwares de business Intelligence Domo, de fato é. Aliás, a companhia recentemente publicou um estudo em conjunto com a CEO.com que mostrou quão pouco tempo os CEOs da Fortune 500 investem em mídias sociais. A pesquisa observou que esses executivos das 500 maiores empresas do mundo estão longe de tuitar frequentemente, têm mais amigos no Facebook e mais laços no LinkedIn.

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Entre as descobertas do estudo estão:

  • 3,8% dos CEOs da Fortune 500 estão no Twitter, enquanto 29,1% dos CEOs das 500 maiores empresas dos Estados Unidos (Inc.) estão no microblog
  • Os 500 CEOs da Inc. estiverem, em média, 56,1% mais no Twitter que os 500 CEOs da Fortune (cerca de 1,2 ano a mais)
  • Os CEOs da Fortune 500 têm, em média, 133,45 amigos no Facebook, enquanto os da Inc. contam com média de 561 amigos
  • 25,9% dos CEOs listados pela Fortune contam com perfis no LinkedIn ? do outro lado a participação é de 77,6%

O CEO da Domo chamou a pouca presença nas mídias sociais dos CEOs da Fortune 500 como “relapso” e um “desserviço enorme.” (Você pode não saber ainda, mas James fundou a Omniture e a vendeu para a Adobe por US$ 1,8 bilhão). Ele escreveu:

?A mídia social não é uma moda passageira. A principal razão de ter que ser social é porque este é o ambiente onde seus clientes vivem. Mesmo se você não está aproveitando-a para fechar negócios e interagir com seus clientes, você tem que passar bastante tempo online para, pelo menos, entender a mudança no mundo. Esta falta de engajamento seria semelhante a 50% do mundo usar e-mail com os 500 da Fortune de fora, ou 50% das compras serem provenientes de meios eletrônicos, mas o CEO nunca usou esse meio de aquisição.?

Não há como negar que sites como o Facebook, Twitter e LinkedIn são, agora, parte do tecido da vida cotidiana da maioria das pessoas. E os CEOs têm a responsabilidade com seus acionistas de ser visível. CEOs que evitam a mídia social correm o risco de perder contato com alguns de seus clientes mais lucrativos, assim como de prospects e formadores de opinião. Concordo que os CEOs precisam entender das mídias sociais, e que a compreensão só vêm através de certo nível de imersão e uso.

Mas eu não acredito nessa de que todo CEO precisa ser um ?tweeter? ou ser uma presença visível e ativa nas mídias sociais. Para mim, é como ver o CEO estrelando comerciais da empresa: são alguns pássaros raros que fazem isso direito.

Quem são os incríveis CEOs ?tweeters? das grandes empresas que estou perdendo? Eu sou um dos 34,387 mil seguidores devotos do CEO da Oracle, Larry Ellison, e como eles, eu tenho o seu primeiro tweet de sempre em 06 de junho. Eu não posso esperar para ler o segundo. Eu também sou um dos 44,447 mil seguidores do CEO da Salesforce.com, Marc Benioff, que enviou 1.840 tweets, incluindo um hoje falando mal do Windows 8. Não posso dizer que a presença do executivo no Twitter teve um impacto perceptível sobre a minha opinião ou entendimento de sua empresa.

Tenho a mente aberta, eu acho que é possível para um CEO agregar valor por tuitar. Olhe para o CEO da Dom. Ele tinha algo instigante para dizer no Twitter, e chamou a minha atenção. Mas conforme as empresas ficam maiores, a especialização toma o poder, e o mesmo vale para a mídia social. Se um CEO tem uma paixão por tuitar, talvez há um papel para ele. Mas a construção de uma presença no Twitter leva uma quantidade razoável de tempo, tempo este que a maioria dos CEOs gastaria melhor em outro lugar.

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Redação
13 anos ago

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