As etiquetas de identificação por radiofrequência usadas em tudo, desde cartões de acesso em prédios a cartões de pedágios rodoviários, passando por passaportes, são surpreendentemente fáceis de se copiar, e apresentam um grave risco de segurança, segundo pesquisadores. A demonstração foi feita durante a conferência Black Hat, em Las Vegas.Pesquisadores da empresa alemã DN-Systems, demonstraram que passaportes equipados com identificação por radiofrequência (RFID) podem ser clonados com um laptop equipado com um leitor de RFID de US$ 200 e um marcador de smart card barato. Além disso, eles sugerem que as etiquetas de RFID embarcadas em documentos podem identificar passaportes a uma certa distância, abrindo possibilidades para ataques terroristas.A ameaça de duplicação não-autorizada poderia afetar milhões de americanos, que devem começar a receber passaportes com RFID em outubro. A notícia também pode questionar argumentos oficiais de governantes ? que defendem a implantação de etiquetas com RFID em passaportes, apesar das preocupações com privacidade ? de que os novos passaportes seriam mais difíceis de se falsificar.Entretanto, os pesquisadores não encontraram falhas na criptografia que protege a integridade das informações armazenadas nos chips dos passaportes. Em outras palavras, enquanto os dados podem ser clonados meramente ao se escanear a etiqueta de RFID, a informação não pode ser modificada.
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