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Para presidente da Oi, mercado não comporta mais operadoras

Ao contrário do Ministro das Comunicações, André Figueiredo, Bayard Gontijo, presidente da Oi, acredita que não há mais espaço para novas teles no mercado. “Vemos uma consolidação generalizada. A equação financeira das operadoras está cada vez mais difícil, com demanda por tráfego crescente, investimentos maiores e grande competição”, afirmou. Na visão do executivo, o cenário atual não é de ampliação da competição, mas redução, tendência que ele observa em todo o mundo.
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Gontijo não comentou sobre a possível fusão entre Oi e TIM, notificada via fato relevante pela operadora brasileira na manhã de ontem (26/10).  “Não podemos falar sobre o tema sem ser por meio de fato relevante. Não há nada a acrescentar nesse momento”, limitou-se a dizer.
No entanto, ele defendeu a revisão da concessão das teles, necessária em qualquer cenário, seja ele de fusão ou não. “Já passou da hora de a concessão ser revisada”. O presidente da Oi, que participou de apresentação na Futurecom, que acontece de 26 a 29 de novembro, em São Paulo, citou urgência da medida. Segundo ele, a concessão já atingiu maturidade e cumpriu seu papel. “O modelo atual está desgastado e precisa ser modernizado. De 1997 para cá, o mercado evoluiu sobremaneira”, afirmou.
Ele lembrou que houve uma clara mudança no modelo de telefonia fixa para móvel e agora a voz é o novo motor do setor. O modelo de concessão brasileiro está ancorado na voz fixa e se esgotou, defendeu o executivo. De acordo com Gontijo, que citou dados da Telebrasil, a penetração do serviço de telefonia antes da privatização era de 35%, depois passou para 65% e hoje está em 70%. Com base nesses números, ele observou que a penetração estagnou, por não ser mais uma necessidade do mercado. “A universalização já é uma realidade. Temos níveis de penetração superiores ao de países desenvolvidos”, assinalou.
Para ele, é hora de endereçar a concessão do serviço telefônico fixo comutado (STFC). Em 1998, disse, 84% dos acesso de telefonia eram fixo e 16% móvel. No último ano, o quadro mudou: 86% são acessos móveis e 14% fixo. “Se perguntarmos para nossos clientes o que eles querem, telefonia fixa certamente não vai aparecer, muito menos nomes de operadoras de telecom. O que aparece são os serviços over the top (OTTs) e isso mostra que o setor precisa ser reformulado de maneira profunda e rápida”, reforçou.
Geralmente, a vida útil da concessão nos países em todo o mundo, apontou, é de quatro anos. No Brasil, já são 16 anos de vigência. Nos países que não há mais concessão, a banda larga é mais desenvolvida. Para ele, a resposta é simples: é preciso liberar as empresas para fazer investimentos e gerar retorno para a sociedade e a empresa. “Somo tolhidos de fazer da nossa maneira.”
O executivo foi além em sua avaliação e afirmou que as concessionários estão carregando pesos, obrigações e penalidades, perdendo, assim, a capacidade de investimento e de atender ao território nacional, ignorando renda e demanda.
Ele citou como exemplo os gastos com manutenção de telefones públicos, que hoje somam mais de R$ 300 milhões por ano, serviço que quase não é mais usado no Brasil. “Os jovens certamente nunca usaram, a não ser para fugir da chuva”, brincou. Segundo ele, esse montante poderia ser direcionado para melhorias na banda larga em todo o País “A renovação da concessão liberaria valor relevante para novos investimentos”, reforçou.
Gontijo também citou como desafio o alto investimento para melhoria da telefonia fixa, sem qualquer apoio de fundos setoriais, que foram criados justamente para apoiar nessa tarefa. “Somente a Oi investiu mais de R$ 12 bilhões, que poderiam ter sido voltados para massificar a banda larga com qualidade.”
Há uma janela de oportunidades para transformar o setor de telecom no Brasil, acredita Gontijo, e para transformar o
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Redação
11 anos ago

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