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Os cinco níveis de agentes de IA

Imagem: Shutterstock

Muito se tem falado sobre o desenvolvimento corporativo da Super Inteligência Artificial (ASI). Seria a categoria final da Inteligência Artificial Geral (AGI) e uma espécie de IA que teria a capacidade hipotética de aprender toda tarefa intelectual que pode ser desempenhada por um ser humano. Há várias pesquisas acadêmicas atuais sobre o assunto.

Atualmente, para o mercado, não é tão relevante teorizar sobre uma inteligência artificial superior aos humanos, mas sim entender o estado do desenvolvimento dos agentes atuais de IA, definidos como ferramentas capazes de perceber seu ambiente e executar ações de modo independente, tomar decisões e realizar ações sem intervenção humana constante.

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A maioria desses agentes é virtual e opera por meio de voz ou texto. Podem ser enriquecidos com elementos multimodais, permitindo que recebam e processem imagens ou vídeos, ou mesmo que gerem esses conteúdos.

Leia também: Como mitigar o viés racial na IA?

Compreender o nível de desenvolvimento dessas ferramentas irá permitir que aproveitemos com a máxima eficiência o poder dos Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) e ferramentas autônomas de IA nos ambientes corporativos, fazendo com que as empresas obtenham o melhor Retorno sobre Investimento possível.

Então onde estamos atualmente?

De acordo com a startup LangChain, criadora de um framework de código aberto para o desenvolvimento de agentes, em uma escala de 1 a 5, estamos no nível 2,5. Para a empresa, os cinco níveis são:

1 – AGI “emergente”: são exemplos ferramentas como ChatGPT, Gemini, Lama2, etc. Os agentes executam tarefas seguindo comandos exatos dos usuários ou desenvolvedores. Têm aplicações gerais e amplas.

2- AGI “competente”: agentes que realizam tarefas automaticamente, com base em instruções determinísticas do usuário. Trata-se de nível de competência de 50% em comparação àquele de adultos especializados. Ainda não têm aplicações gerais e amplas.

3- AGI “expert”: Baseada em LLMs, funciona com instruções definidas pelo usuário, planejando e executando tarefas por meio de ferramentas. As solicitações podem ser ajustadas por feedbacks, até que sejam finalizadas. Tem nível de competência de 90% daquele de adultos especializados. Ainda não têm aplicações gerais e amplas.

4 – AGI “virtuosa”: Também são agentes baseados em LLMs, mas que são capazes de raciocínio, tomada de decisão, aprendizagem autônoma, e memória & reflexão. São capazes de executar proativamente serviços personalizados. Em um espectro de aplicações muito estreito, programas como o Deep Blue, que joga xadrez com humanos, e AlphaGo, que joga o tabuleiro Go, podem ser incluídos nessa categoria. Aplicações gerais e de variedade ampla, no entanto, ainda não existem. Uma AGI do tipo teria 99% do nível de competência de adultos especializados.

5- Super Inteligência Artificial (ASI): Aqui, entramos no campo da ficção científica. Essa categoria tem todas as funções da AGI “virtuosa”, mas conta também com personalidade e comportamento colaborativo. Uma ASI superaria o nível de competência de adultos especializados.

Portanto, estamos em um cenário com IAs que variam de 50% a 90% da capacidade de especialistas treinados. Essas ferramentas compartilham uma característica em comum: a habilidade de automatizar processos. No entanto, são bastante distintas em suas aplicações e características.

Empresas que buscam a transformação digital devem entender exatamente qual tipo de agente de IA estão contratando e em quais áreas eles podem ser implementados, garantindo assim uma vantagem competitiva significativa, especialmente em um mercado onde muitos buscam implementar IA sem estudos aprofundados sobre suas aplicações.

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Redação
Tags: agentes de IA
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