Operadoras trocam acusações publicamente por causa do compartilhamento da rede

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Operadoras trocam acusações publicamente por causa do compartilhamento da rede

A Embratel reclama que as operadoras locais têm se recusado a negociar o compartilhamento da rede – necessário para que a empresa passe a oferecer serviços de banda larga – e vêm criando empecilhos para protelar a questão até que a Anatel se posicione.

A Embratel hoje não oferece serviços de banda larga porque não tem infra-estrutura e, como não pretende investir na criação de uma malha própria, tentar alugar a das operadoras locais.

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Eduardo Navarro de Carvalho, diretor de assuntos regulatórios da Telefônica, argumentou que não pode compartilhar no momento o fio de cobre para “não prejudicar o usuário”, uma vez que a empresa está em pleno processo de expansão.

Mas o argumento, segundo Purificacion Carpynteiro, vice-presidente de assuntos externos da Embratel, não se justifica. “Esse cresicmento vem correndo em pequenas regiões, fora das áreas em questão”, rebate. Para ela, a Telefônica tenta impedir o compartilhamento da rede física ara evitar a competição, uma vez que a operadora fixa local já oferece o serviço de acesso veloz á Internet.

Navarro lembrou que nada impede que a Embratel construa sua própria rede. A Telemar, por sua vez, reforçou as duras críticas à Embratel. “Para o clientes corporativos, que interessam à empresa, voces construíram a infra-estrutura. E agora, para os usuários finais, querem usar nossa”, reclama Ércio Alberto Villi, diretor de regulamentação da Telemar.

Purificación se defende dizendo que esse é um movimeno de negócio comum, ressaltando que a Embratel pretende pagar pela utilização dos cabos e fios das operadoras locais.

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