Após o anúncio da fusão entre Oi e Portugal Telecom feito no início do mês, o CEO da Oi, Zeinal Bava, ressalta a necessidade de obtenção de escala como fator crítico para sucesso para os planos da nova companhia: tornar a Oi-PT uma operadora com mais de 100 milhões de clientes capaz de competir a nível global.
Na terça-feira (23), durante a Futurecom 2013, o executivo falou sobre a nova estrutura da companhia e seus impactos, destacando a necessidade de mudança de paradigmas, como a transformação da cultura da empresa e investimentos na modernização de sua infraestrutura para aumentar sua produtividade e oferecer serviços de melhor qualidade a seus clientes.
Ao traçar um panorama entre os principais players mundiais do mercado de TIC’s, ele destacou a capacidade de domínio total do relacionamento com o cliente por essas empresas. “E o que Oi precisa exatamente é de escala para concorrer com algumas dessas empresas, mas também para poder capturar uma parte importante do valor que está passando ao lado de quem não reinventar seu modelo de negócio”, disse.
As sinergias operacionais e financeiras estimadas em 5,5 bilhões de reais entre as duas empresas, somada à sinergia de 260 milhões de pessoas falantes da língua português, segundo o CEO, serão determinantes para impulsionar os planos da OI-PT de se tornar uma das maiores empresas de telco do mundo. “Esse trabalho não pode ser feito só pela companhia. Pretendemos colaborar com a indústria e continuar a alavancar parcerias.”
A Oi tem hoje 330 mil quilômetros de fibra ótica e está presente em 5.474 municípios e em todos os estados, onde oferece cobertura 3G, 4G e possui 319 mil hotsposts wi-fi, número que pode chegar a 500 mil até o final do ano. Regiões como sul, norte e interior, onde a telecom atua a partir de infraestrutura fixa e móvel, serão estratégicas para crescimento nos próximos anos.
“A operadora está presente nesse lugares e o que tem que fazer é investir na transformação tecnológica”, comentou. Para isso, o CEO acrescentou que estão sendo feitos investimentos para modernizar cobertura de sistema de operação para ganho de produtividade e melhoria se serviços. Ele também enfatizou o potencial de crescimento de oportunidades de negócios em banda larga fixa e móvel e, inclusive, de televisão anunciando que a empresa apresentará pela frente uma oferta neste último segmento que vai ‘revolucionar a experiência da televisão em cada casa brasileira.
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