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O que os agentes de IA podem fazer por você no trabalho e em casa?

Agentes de IA. Imagem: Shutterstock

Há dois anos, quando o ChatGPT foi lançado, o mercado voltou suas atenções para a inteligência artificial (IA) generativa. Em 2024, essa conversa ganhou um novo capítulo com a ascensão dos agentes de IA. Visionários como Sam Altman, fundador do ChatGPT, afirmam que esses agentes representam a próxima grande revolução tecnológica.

Desde as gigantes da tecnologia, como Google, Salesforce, Microsoft, IBM e Amazon Web Services (AWS), até as mais ágeis startups, os últimos meses têm sido marcados por intensos debates e lançamentos de dezenas de novos agentes de IA.

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De acordo com projeções da Dell, os agentes de IA estão prestes a transformar radicalmente a maneira como interagimos com os sistemas de inteligência artificial. Esses agentes não apenas compreenderão a linguagem natural com uma precisão inédita, mas também estarão equipados para executar tarefas técnicas complexas, como codificação e revisão de código. Além disso, eles serão essenciais em áreas críticas como cibersegurança, detecção de fraudes e resposta a ameaças em tempo real, oferecendo soluções rápidas e eficazes para desafios modernos.

Mais do que apenas mais um hype tecnológico, essa nova geração de IA promete inaugurar uma era de ferramentas verdadeiramente úteis no cotidiano pessoal e profissional, atendendo a uma demanda que muitos de nós esperávamos há décadas. Com sua capacidade de aprender, adaptar e otimizar processos, os agentes de IA estão prontos para se tornarem aliados na busca por maior eficiência e inovação.

O que são agentes de AI?

A AWS define agentes de IA como um programa de software que pode interagir com seu ambiente, coletar dados e usar os dados para realizar tarefas autodeterminadas para atingir metas predeterminadas.

As pessoas estabelecem metas, mas um agente de IA escolhe de forma independente as melhores ações que precisa realizar para atingir essas metas. Por exemplo, considere um agente de IA da central de atendimento que deseja resolver as dúvidas dos clientes. O agente fará automaticamente perguntas diferentes ao cliente, pesquisará informações em documentos internos e responderá com uma solução. Com base nas respostas do cliente, ele determina se pode resolver a consulta por si só ou passá-la para um ser humano.

Em breve, um agente de IA poderá ajudar você a reservar suas férias, lembrando se você prefere hotéis de luxo, sugerindo apenas hotéis de quatro estrelas ou mais e, em seguida, fazendo a reserva daquele que você escolher dentre as opções oferecidas. Ele também sugerirá voos adequados à sua agenda e planejará o itinerário da sua viagem de acordo com suas preferências. No trabalho, ele deve analisar sua lista de tarefas e executá-las, como enviar convites de calendário, memorandos ou e-mails.

Um artigo de pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, indica que os agentes de IA tendem a ter três características diferentes. Sistemas de IA são considerados “agentes” se podem perseguir metas difíceis sem serem instruídos em ambientes complexos. Eles também se qualificam se podem ser instruídos em linguagem natural e agir autonomamente sem supervisão. E, por fim, o termo “agente” também se aplica a sistemas capazes de usar ferramentas, como pesquisa na web ou programação, ou que sejam capazes de planejar.

O que os agentes de IA podem fazer?

Imagine que você tenha um agente de IA integrado ao seu smartphone ou assistente virtual no seu computador, capaz de entender suas preferências e ajudá-lo a planejar atividades cotidianas. A seguir alguns exemplos:

1. Preferência de comida: antes de um evento, por exemplo, você comenta com o agente que prefere refeições leves e vegetarianas. Ele consulta uma lista atualizada de restaurantes próximos ao local do encontro, filtra opções que atendam ao seu perfil alimentar e sugere uma ou duas alternativas adequadas.

2. Eventos: você menciona ao seu agente que gostaria de participar de um workshop de fotografia que ouviu falar recentemente. O agente verifica sua agenda, pesquisa eventos semelhantes na sua cidade e identifica um workshop que coincida com suas preferências de horário e estilo fotográfico. Em seguida, o agente verifica a disponibilidade de ingressos e o procedimento para adquirir a entrada.

3. Opções de transporte e registro: após escolher o workshop, o agente realiza o registro do seu nome no evento e, caso haja necessidade, efetua o pagamento via um método de pagamento previamente configurado. Concluído o cadastro, ele passa a analisar opções de transporte, aplicativos de mobilidade ou estacionamentos próximos, sugerindo a mais eficiente de acordo com o tempo e o custo.

4. Disponibilidade de calendário e horários: ao confirmar o evento, o agente atualiza automaticamente seu calendário com o compromisso, envia um lembrete no dia anterior e ajusta alarmes conforme sua preferência, para garantir que você não se atrase, nem mesmo outros compromissos sejam agendados no mesmo horário.

5. Quanto tempo devo sair para ir ao evento: no dia do evento, levando em conta as condições de trânsito em tempo real, a distância até o local e o meio de transporte escolhido, o agente de IA calcula exatamente quanto tempo antes você deve sair de casa. Pouco antes do horário ideal, ele envia uma notificação dizendo: “Está na hora de partir para o evento! Levando em conta o trânsito agora, você precisará sair em dez minutos.”

Ao integrar todas essas etapas, o agente de IA faz o trabalho de organização, decisão e pesquisa nos bastidores. Assim, é possível focar na experiência em si, contando com agentes proativos e personalizados para tornar o dia a dia mais simples, agradável e eficiente.

Por que as big techs está falando de agentes de IA e lançando seus modelos?

Os agentes de IA são o segredo por trás da produtividade máxima e da eficiência operacional. Ao liberar as equipes de tarefas repetitivas e manuais, a promessa é de esses sistemas autônomos permitam que profissionais foquem em ideias de impacto, reduzam custos e agilizem as tomadas de decisão.

Com essa inteligência automatizada processando dados em tempo real, executivos podem prever tendências, ajustar estratégias e reinventar produtos com uma precisão quase cirúrgica, mantendo-se à frente da concorrência. É essa promessa ousada de versatilidade e resultados que faz com que os agentes de IA estejam na crista da onda da inovação empresarial.

Ao mesmo tempo, esses agentes criam uma experiência de cliente personalizada e ágil, da primeira interação até a conversão final, aumentando o engajamento e a fidelidade. Com respostas instantâneas, recomendações sob medida e um toque de inovação constante, as empresas não só economizam tempo e recursos, mas também elevam os padrões de satisfação. Não é apenas a eficiência que está em jogo, mas sim o futuro da relação entre marcas e consumidores, um futuro turbinado pela inteligência artificial e pelas possibilidades que ela traz.

Big techs e seus modelos

Em maio, o Google lançou o Projeto Astra. Descrito como o “futuro de assistentes de IA”, o projeto consiste em um novo assistente que tem como objetivo ajudar usuários a automatizar tarefas do dia a dia de forma mais natural do que sistemas como Alexa, da Amazon, e Siri, da Apple, são capazes.

Em outubro, a IBM também avisou que estava abrindo caminho para futuros agentes de IA que podem se autodirigir, refletir e executar tarefas complexas em ambientes de negócios dinâmicos. A empresa revelou a próxima geração do watsonx Code Assistant, alimentado pelo Granite, para codificação de uso geral; também lançando ferramentas no watson.ai para criar e implantar aplicativos e agentes de IA.

A Microsoft lançou em novembro uma nova funcionalidade que permitirá a criação de agentes autônomos de inteligência artificial voltados para a automação de tarefas empresariais. A iniciativa é parte da estratégia da empresa para expandir o uso de IA em diversos setores, aproveitando o crescimento da tecnologia em meio à crescente pressão de investidores por resultados financeiros.

Também em novembro, a Salesforce revelou a disponibilidade em português do Agentforce, parte da plataforma de CRM da empresa que promete capacidade de criar e implementar agentes de inteligência artificial para “qualquer função de negócios”. A promessa é de recursos “além dos chatbots e copilotos”, o que a empresa define como “habilidades para tomar decisões e resolver casos de clientes, qualificar leads e otimizar campanhas de marketing”.

Em dezembro, a AWS apresentou o Amazon Nova, composto por diversos modelos que atendem a diferentes necessidades, incluindo a criação de agentes de IA que ajudam em tarefas diversas.

A SAP também participa da corrida dos agentes com a Joule, seu copiloto de IA. A assistente de inteligência artificial Joule já está disponível em português, dentro da plataforma SAP BTP. Com ela, na solução Build Code, por exemplo, é possível escrever código e realizar desenvolvimentos interagindo com a Joule em português.

Essa é uma funcionalidade mais técnica e restrita para uma porcentagem menor de usuários, que utilizam SAP BTP. Para soluções com maior número de usuários, como SAP SuccessFactors e o Cloud ERP, a versão em português deve estar disponível ao final do primeiro trimestre de 2025.

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Published by
Déborah Oliveira
Tags: agentes de IA
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