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O momento de ressignificação do PC

É comum que o nascimento de uma tecnologia traga especulações sobre o fim da que se utilizava até então. Por volta do ano 2000, por exemplo, vimos o surgimento dos tablets, que prometiam acabar com os PCs. Na década seguinte, a popularização dos smartphones também levou muitos especialistas a apontarem que a morte dos computadores estava próxima. Porém, chegamos em 2021 e os notebooks e desktops estão mais vivos do que nunca e, mais do que isso, ganharam ainda mais importância no momento de isolamento social imposto pela pandemia ao redor do mundo.

Vendas globais de PCs cresceram 10,7% no quarto trimestre de 2020

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Mas o que contribuiu para essa mudança de narrativa? Ou seja, o que levou o PC a sair de um equipamento com os dias contados para um item de extrema relevância no dia a dia das pessoas? A resposta está na ressignificação dos computadores. Em um ambiente no qual as relações e as transações são cada vez mais virtuais, esses equipamentos tornam-se essenciais para tarefas que exigem produtividade e uma melhor experiência para estudar, assistir séries e filmes, jogar, entre outras atividades.

No Brasil, a ressignificação dos PCs segue hoje por dois principais caminhos que foram desenhados após a pandemia da COVID-19 e a necessidade de transferir boa parte das atividades cotidianas para o ambiente virtual. No caso das classes C e D, existe uma demanda dos consumidores pelo primeiro computador para exercer as mais diversas tarefas, incluindo iniciativas profissionais, a educação dos filhos e a comunicação com amigos e familiares. Já as classes A e B buscam o segundo ou terceiro equipamento em casa, transformando assim o conceito de um PC por família para um computador por indivíduo. Isso acontece principalmente pela necessidade de exercer um número maior de atividades que exigem poder de processamento e produtividade melhor do que a oferecida pelo smartphone.

Vale destacar também que essa ressignificação dos PCs se reflete em uma demanda dos consumidores brasileiros por notebooks de alta performance, que trazem um melhor desempenho e autonomia da bateria, mas com um design diferenciado e que privilegia a mobilidade e durabilidade. Há ainda um aumento na busca por acessórios como monitores, fones, teclados, que melhorem a experiência de uso dos computadores.

E com demandas cada vez mais sofisticadas, caminhamos agora para uma nova geração de PCs. As aplicações de Inteligência Artificial, por exemplo, tendem a criar equipamentos personalizados e que simplificam as tarefas cotidianas. Com um assistente de IA será possível gerenciar de forma automatizada as atividades profissionais e pessoais, definir compromissos ou fazer recomendações com base em informações e hábitos de uso. Além disso, o PC inteligente poderá desligar automaticamente a câmera do usuário durante uma videoconferência se ele perceber que a pessoa foi interrompida por um telefonema ou se distraiu com o latido do cachorro e voltará a religá-la automaticamente no momento em que o indivíduo voltar a interagir na reunião.

Ou seja, nessa era de ressignificação do PC, os equipamentos estão longe de morrer, pelo contrário, as novas gerações devem trazer funcionalidades que vão melhorar ainda mais a experiência do computador para trabalho, educação e entretenimento. Com a disseminação de novas tecnologias, como 5G e IA, esses equipamentos devem ganhar ainda mais protagonismo no dia a dia das pessoas. E esse é só o começo!

*Diego Puerta é líder da Dell Technologies Brasil

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Redação
Tags: mercadonegóciosPC
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