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O Deep Fake está cada vez mais comum e assusta com o poder da tecnologia

Uma nova tecnologia no mundo da internet tem tirado o sono de muita gente: o Deep Fake. O recurso — disponibilizado inclusive de forma gratuita — é muito utilizado para colocar digitalmente o rosto de qualquer pessoa em outra. A tecnologia é utilizada principalmente em vídeos.

Criada por um usuário do Reddit (uma rede social em que os participantes podem votar no conteúdo que julgam mais relevante), trata-se de uma tecnologia que faz uso da inteligência artificial para proporcionar essa troca do rosto das pessoas, e até proporcionando uma certa realidade à nova face, com sincronização de movimentos dos lábios e outras expressões. São resultados impressionantes — tanto que ninguém pode se considerar livre da possibilidade de ter seu rosto incluído em um vídeo editado.

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Tudo começou no ano de 2017, mais precisamente em dezembro, quando um usuário do Reddit chamado “deepfakes” utilizou inteligência artificial e aprendizado de máquina para criar algoritmos com o objetivo de “treinar” uma rede neural. Essa rede mapeia o rosto de uma pessoa no corpo de outra. Isso seria feito quadro a quadro.

No início, era necessário ter conhecimentos avançados para utilizar o Deep Fake. Entretanto, após a criação de diversos apps, os processos foram automatizados, tornando-se mais acessíveis e aumentando a utilização criminosa da ferramenta. Começaram a surgir diversos vídeos pornográficos estrelados por personalidades diversas. Uma das falhas que pode ser observada nesses vídeos é que os coadjuvantes quase não piscam.

Além dos filmes pornográficos, algumas personalidades estão sendo colocadas em locais e situações em que nunca estiveram, trazendo inúmeros constrangimentos. Infelizmente é possível, inclusive, criar um álibi, forjar um momento e colocar, por exemplo, um CEO ou mesmo um político em situações de difícil reparação — principalmente frente ao imediatismo das pessoas em não entender que determinado vídeo pode ser falso e que a manipulação depende da criatividade do editor e de quantos vídeos da celebridade (ou mesmo seus) estejam disponíveis facilmente na internet.

Um caso recente envolveu o partido político da Bélgica Socialistische Partij, anders (Partido Socialista, Mas Diferente) que criou e divulgou o Deep Fake. Nesse Helmuth Hofstatter desenvolveu sua carreira profissional sempre ligado a empresas que atuam no segmento do Comércio Exterior, especificamente ligadas à logística internacional. Foi contratado pelo TCP Terminal de Contêineres de Paranaguá como Coordenador de Projetos TI em que liderou diversas iniciativas que resultaram em melhoria e também de automação de rotinas e processos de um dos mais importantes portos de entrada e saída do país. Em paralelo a essa atividade, o especialista começou a criar a tecnologia que serviu de base para a LogComex, hoje uma das startups que mais cresce e revoluciona o Comércio Exterior Brasileiro.

Uma das maneiras de nos protegermos dessas ferramentas de manipulação é evitar o compartilhamento de vídeos com desconhecidos, ou mesmo não postá-los em redes sociais, dificultando assim o trabalho do editor em pegar seu rosto e colocá-lo em outro vídeo comprometedor.

Além dos vídeos, vemos constantemente nas notícias questões sobre assuntos que viralizaram nas redes sociais, como áudios e textos atribuídos a famosos, mas que na verdade são #FAKE.

O maior problema é o discernimento do que é verdadeiro e falso. Portanto, recomenda-se evitar a distribuição de textos, áudios e vídeos sem o conhecimento da fonte original. Fazendo isso, pode-se facilmente cometer o erro de distribuir notícias falsas e atender aos interesses de criminosos.

*Armando Kolbe Júnior é professor do curso de Investigação Profissional do Centro Universitário Internacional Uninter

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Published by
Redação
Tags: deep fakefake
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