Rajiv Ramaswami, CEO da Nutanix. Imagem: Nutanix/Divulgação
O auditório do .NEXT 2026* estava lotado quando Rajiv Ramaswami, CEO da Nutanix, subiu ao palco cercado pelo skyline da cidade projetado em painéis de LED de ponta a ponta. O cenário não era acidental. A Nutanix escolheu Chicago, nos Esatdos Unidos, para lançar aquilo que posiciona como sua aposta mais abrangente até agora: uma plataforma completa para o que a empresa chama de era da inteligência artificial (IA) agêntica.
A premissa central da abertura foi direta. “A soberania digital tornou-se o assunto principal para todos: a soberania dos seus dados, a soberania da sua infraestrutura, tendo as suas próprias pessoas para operá-los”, afirmou Ramaswami diante de uma plateia de engenheiros e parceiros de todo o mundo. Para o executivo, o momento combina entusiasmo com pressão. As empresas querem adotar inteligência artificial, mas ainda enfrentam dificuldades para obter retorno concreto sobre o investimento, enquanto lidam com escassez de hardware e instabilidade geopolítica.
O tom competitivo ficou explícito durante a apresentação, segundo o CEO, enquanto os concorrentes impõem dependência de fornecedor, seja por aprisionamento tecnológico em nuvem pública ou por plataformas menos maduras para orquestração de contêineres e inteligência artificial, a Nutanix se apresenta como a opção que entrega as três capacidades (máquinas virtuais, orquestração de contêineres e flexibilidade de execução em qualquer ambiente) sem restrições.
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Ramaswami descreveu a transição em curso como uma mudança de paradigma. Saímos da era em que o usuário instrui um modelo para a era em que delega missões a agentes que executam de forma autônoma. “Você passa uma tarefa para o agente e ele a executa sem que você veja efetivamente o que está acontecendo”, explicou Leandro Lopes, diretor sênior de engenharia de sistemas da Nutanix para a América Latina.
Essa autonomia gera exigências novas de governança. A empresa anunciou um catálogo de serviços para desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, composto por componentes de código aberto selecionados pela própria Nutanix, que inclui ferramentas para desenvolvedores, bancos de dados vetoriais e componentes de operações de aprendizado de máquina. A solução pode ser executada tanto em ambiente local como em nuvem pública.
Uma das principais novidades técnicas do evento foi o NKP Metal, solução que permite rodar o Kubernetes diretamente em servidores físicos, sem camadas intermediárias de virtualização. A proposta é especialmente relevante para ambientes de borda e cargas de trabalho com uso intensivo de unidades de processamento gráfico, onde cada milissegundo de latência importa.
A empresa também anunciou um gateway avançado de governança para modelos de linguagem, com controle de acesso por política, rastreamento de custos e suporte a um protocolo de integração entre modelos e ferramentas externas, o que facilita a automação de fluxos agênticos.
Para provedores de serviços e operadoras especializadas em processamento de inteligência artificial, a Nutanix apresentou o Service Provider Central, portal de gerenciamento multilocatário que organiza o consumo de recursos de forma isolada entre diferentes áreas ou clientes. A solução permite entregar capacidade de processamento gráfico, modelos e orquestração de contêineres como serviço em um ambiente seguro e com controles de conformidade. Está em acesso antecipado e chegará ao mercado em breve.
Debo Dutta, executivo-chefe de inteligência artificial da Nutanix, resumiu a ambição da companhia com uma imagem direta. “Queremos ser o melhor ‘encanamento’ que nunca quebra, que nunca falha.” Para ele, a infraestrutura ideal é aquela que o usuário final nunca precisa ver, mas da qual nunca pode prescindir.
*A jornalista viajou a convite da Nutanix
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