Na cidade de São Paulo, passageiros de ônibus poderão pagar passagens por cartão de crédito ou débito. O novo serviço, anunciado nesta quinta-feira (12), é válido para dispositivos com tecnologia NFC (contactless).
Trata-se de um novo projeto-piloto anunciado pela gestão Bruno Covas com duração de três meses. A ideia, também, é atingir um limite de 500 mil transações.
Desta forma, além dos cartões, smartphones e outros gadgets também poderão ser utilizados. Pelo menos 200 ônibus da cidade, em 12 linhas, foram atualizados com novos leitores. Assim, basta aproximar um dispositivo compatível como meio de pagamento.
Em smartphones, usuários poderão utilizar plataformas como o Apple Pay, Samsung Pay ou Google Pay. Em cartões físicos, um exemplo é o cartão do Nubank.
Assim, novamente, é só encostar o cartão (ou smartphone) no leitor e a passagem será debitada. Mas há limitações: não haverá integração com metrô e outros ônibus, por enquanto; dez passagens/pagamentos serão permitidos por dia.
Passageiros que utilizarem o novo formato, porém sem limite de crédito ou grana na conta, poderão usufruir do serviço; por outro lado, estes entrarão numa “lista negra” de restrição.
O projeto-piloto tem como parceiros Mastercard e Visa, e cerca de 2,9 milhões de usuários poderão ser beneficiados. A iniciativa tem início a partir da próxima segunda-feira (16).
As 12 linhas participantes são estas:
Segundo o prefeito Bruno Covas, a ideia é “ter um sistema mais moderno e mais eficiente” nos ônibus. Segundo ele, os testes chegam “para garantir mais agilidade” especialmente para quem usa ônibus mas não tem o Bilhete Único.
A propósito, o cartão de passagens da cidade de São Paulo não vai deixar de existir, e elas custam o mesmo valor (R$ 4,30).
Inicialmente, apenas bandeiras Mastercard e Visa são aceitas, mas a inclusão de cartões Elo está em andamento.
O secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, informa que turistas e viajantes serão beneficiados. Ele será uma opção que aceita “cartões com sistema NFC, nacionais e internacionais, além de celulares e relógios habilitados”.
Para usar o novo serviço, é preciso, no mínimo, um dispositivo compatível com NFC. Os estudantes, infelizmente, também pagarão a tarifa integral de R$ 4,30.
Os cartões, claro, precisarão ser compatíveis. Se o seu não for, será preciso verificar com o emissor. Os ônibus compatíveis também terão um adesivo na porta para sinalizar.
Ainda em setembro, estações do Metrô e CPTM iniciaram um projeto-piloto, este de 45 dias, para pagamentos com QR Codes.
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