Novo padrão DMTF vai permitir mais flexibilidade em máquinas virtuais

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Novo padrão DMTF vai permitir mais flexibilidade em máquinas virtuais

A atualização do padrão DMTF para máquinas virtuais, Open Virtualization Format 2.0 (OVF 2.0), fará a diferença para movimentar as  VMs (virtual machines ? máquinas virtuais) de forma segura no centro de dados ou de nuvem para nuvem, sem perder suas características de rede virtual.

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O padrão mais recente está disponível sob os consoles de gerenciamento de qualquer grande fornecedor de virtualização: Microsoft, VMware, Citrix Systems, Red Hat ou Oracle. O antigo formato ainda está cheio armadilhas e desvantagens, já que alguns atributos da máquina virtual são perdidos quando ela se move para o novo ambiente. Por exemplo, a versão 1.0 do Open Virtualization Format, atualmente em uso, percebe se a VM está usando um endereço IP estático ou dinâmico ? e isso é tudo quando se trata de redes VMs.

O novo padrão, o OVF 2.0, percebe a natureza do endereço IP e mais, como a banda necessária e as características de segurança da rede da máquina virtual. É possível incorporar essa informação no pacote combinado de arquivos que representam um fluxo de trabalho de computação em nuvem, assim talvez possa ser usado pelo próximo serviço em nuvem, ou pode ser mantido externo ao pacote. Isso permitiria que a informação da rede fosse trocada, talvez quando a máquina virtual chegasse em um ambiente mais congestionado, sem mudar mais nada no pacote.

?Esse é um grande passo à frente… Tudo isso ajudará o movimento entre nuvens?, explicou Winston Bumpus, presidente da organização de padrão DMTF, antes conhecido como Distributed Management Taskforce, que originou OVF. Ele também é diretor do padrão de arquitetura da VMware.

O OVF, até agora, serviu como um formato neutro que  fornecedores de virtualização dão suporte, enquanto evitavam dar suporte ao de seus competidores. Por causa do OVF, um fluxo de trabalho da VMware construído para as especificações do hypervisor EXS Server pode ser traduzido para o formato OVF, então importado para a computação em nuvem Amazon Web  Services EC2. A Amazon usa  formatos completamente diferentes, um versão proprietária da  hypervisor  open source Xen chamado Amazon Machine Images. O Hyper-V da Microsoft também dá suporte ao OVF, bem como ao Citrix Xen Server, o Oracle VM, da Oracle, e o KVM, da Red Hat. O OVF é como um intermediário. Em nenhum caso ele traduz diretamente de um formato hypervisor para o outro, e sim é usado como um formato de importação/ exportação que cada hypervisor irá trabalhar.

Outro recurso da versão 2.0 é sua habilidade de codificar uma carga de trabalho para movimentá-la sobre uma rede. A codificação é muitas vezes aplicada para arquivos individuais, mas uma máquina virtual é na verdade um conjunto de arquivos. A nova versão reconhece isso e lida com a codificação para o pacote completo, explicou Bumpus. No primeiro lançamento do OVF, apenas ?instâncias? selecionadas ou arquivos de software dentro do fluxo de trabalho poderiam ser organizados para serem codificadas.

A versão 2.0 permite que uma máquina virtual seja atribuída para o armazenamento compartilhado, em vez de ter que saber qual disco foi atribuído, para um conjunto de discos (pool) de armazenamento, com o sistema de gerenciamento de armazenamento lidando com os detalhes durante a operação, disse Bumpus.

Segundo Bumpus, o DMTF talvez ganhe usuários que gostem do conceito de recursos compartilhados e que peçam tipos adicionais. No futuro, talvez o novo padrão tenha que incluir um sistema de base de dados compartilhado, observou Bumpus.

O ajuste de preferências talvez também seja incluso no formato da máquina virtual. Por exemplo, algumas vezes duas máquinas virtuais precisam trabalhar em harmonia, e alocá-las no mesmo servidor físico permitiria a comunicação através do servidor, em vem de através da rede externa. Em outros casos, eles podem ser intensivos e levar à contenção se alocados no mesmo servidor, então a preferência de atribuição pode direcioná-los para que fiquem separados.

O novo formato OVF também dá suporte à assinaturas digitais.

Essas mudanças irão correr pela comunidade de usuários OVF e o DTMF ouvirá as suas impressões sobre a implementação e onde as coisas devem ser mudadas. Mais à frente, o OVF será submetido ao American National Standards Institute (Ansi) e ao Internacional Standards Organization. Os dois órgãos analisaram e adotaram o OVF 1.- como  padrão, finalizou Bumpus.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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