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Nova Dell começa a operar em fevereiro de 2017

A compra da EMC pela Dell gerou uma série de mudanças para a empresa comandada por Michael Dell. Desde setembro, a companhia-mãe passou a operar sob o nome Dell Technologies. Em um próximo passo, que tem início em 1º de fevereiro de 2017, a fabricante começará a trabalhar com base em três principais unidades de negócios: Enterprise, Commercial e Consumer. Esse formato será seguido por 18 países, sendo que na América Latina, Brasil, que está entre os top dez negócios da organização, e México serão os únicos países a trabalhar com esse modelo.

A área de Enterprise é encabeçada por Carlos Cunha, ex-presidente da EMC, que tem sob sua responsabilidade cerca de 600 médias e grandes contas. Já a parte de Commercial será liderada por Luis Gonçalves, que tem a missão de gerenciar 15 mil contas. Rosandra Silveira é a responsável por Consumer, que atende empresas de até 99 funcionários e pessoa física. A Dell Services será um departamento cross e terá um líder anunciado nos próximos meses. A Dell Technologies, empresa-mãe, conta com um único funcionário: Michael Dell.

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“Os clientes já estão percebendo a mudança. Eles, inclusive, já são atendidos por uma equipe única”, garantiu Gonçalves em almoço com a imprensa, em São Paulo. O executivo lembrou que a companhia consumiu um ano no planejamento e integração e os próprios clientes ajudaram na definição de como seria o atendimento unificado. “Além disso, temos um time de integração, que depois da virada de chave permanecerá na empresa por mais dois anos para garantir que tudo sairá como o planejado”, completou.

Cunha apontou que em fevereiro a companhia entra em fase de otimização. É quando, ainda, o novo programa de canais passará a valer. “Hoje, cada empresa tem seu programa, mas vamos consolidá-lo”, adiantou o executivo. Segundo ele, há alguns parceiros em comum. No momento, a companhia faz esse mapeamento para depois contabilizar o número de canais.

Sobre as unidades fabris, tudo ficará da forma como está: a Dell com suas unidades próprias no País e a EMC trabalhando no formato de terceirização de fabricação com a Foxconn. Contudo, Gonçalves lembrou que a empresa estuda, sim, se manterá essa estratégia nos próximos meses.

As equipes Dell EMC já estão integradas e Cunha garantiu que não houve corte de pessoa, somente ajustes em função do mercado. As companhias pensar, ainda, na possibilidade de migrar para um escritório único nas cidades nas quais mantém escritórios.

Questionado sobre a saída da SonicWall do portfólio da Dell, Gonçalves ressaltou que a companhia vai continuar revendendo as soluções da empresa por meio de seu canal, mas não terá mais propriedade financeira da fabricante. “De toda a forma, temos a RSA e a SecureWorks”, reforçou.

2016 desafiador, mas positivo
Tanto Cunha quanto Gonçalves avaliaram o ano de 2016 como desafiador, mas positivo para os negócios da companhia. Gonçalves destacou que isso aconteceu porque a concorrência se perdeu em sua estratégia e a Dell EMC conseguiu se destacar. “O mercado todo decresceu, mas nós tivemos uma queda menor”, ressaltou.

Para o próximo ano, todas as atenções estão voltadas para o impacto que a integração terá para os negócios da empresa. “Queremos executar bem nosso plano”, comentou Gonçalves. Segundo ele, há ainda, uma demanda reprimida pela modernização da TI, o que gera oportunidades para a Dell EMC. “No mercado corporativo, um terço das tecnologias tem quatro anos de vida e esse cenário demanda atualização. A demanda está aí”, observou.

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Redação
Tags: DellDell EMCMichael Dell
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