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Nomes de domínios com novos caracteres: problema ou solução?

Desde 2010 o Sistema de Nomes de Domínio (DNS) expandiu-se dramaticamente, não só fomentando a concorrência, escolha e inovação, mas permitindo uma Internet verdadeiramente multilíngue.

Existem hoje mais de 1.500 domínios genéricos de nível superior (gTLDs), o nome que vai depois do último . (ponto), muitos dos quais são mais longos do que os tradicionais nomes de dois e três caracteres tradicionais (por exemplo .com, .edu, .br, .org, .br, .me, .it, .pe, .fr, etc.).

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Como exemplos brasileiros podemos citar os novos domínios de empresas, como o .globo (http://loja.globo) .ipiranga (https://porta.ipiranga)  .itau (http://nic.itau) e .bradesco (http://banco.bradesco). 

Além disso muitos domínios novos têm caracteres não padronizados (não ASCII) como chinês, cirílico, arábico ou tailandês. Por exemplo temos os domínios. å?«å ¦ (.fofoca em chinês), .Ð¼Ð¾Ñ ÐºÐ²Ð° (.moscou em russo) e . ابÙ?ظبÙ? (.abudhabi em árabe)

A expansão permite que pessoas possam registrar o nome de domínio que melhor represente sua identidade, sua língua, seu país. Embora essa expansão seja fundamental para trazer para a Internet o próximo bilhão de pessoas online e expandir a economia diigtal, a incorporação desses novos domínios na Internet global não é um processo totalmente automático, nem sem risco.

CIOs, administradores de rede, desenvolvedores de aplicativos e outros têm um papel importante a desempenhar para assegurar que seus aplicativos sejam compatíveis com essa nova infraestrutura da Internet.

Este alerta é geral, todos os profissionais ocidentais, acostumados ao bom e velho ASCII vão ter que preparar seus sistemas para esta mudança importantíssima.

O problema é crítico
Se o seu aplicativo ou dispositivo é como a maioria, ele ainda não aceita os novos nomes de domínios, ou, em outras palavras, ainda não está pronto para Aceitação Universal (do inglês, Universal Acceptance UA-ready). Como resultado, ele é incapaz de aceitar, validar, armazenar e processar os novos domínios. Isto certamente causará dores de cabeça para todas as organizações e vai resultar em uma má experiência para seus visitantes e mesmo perda de usuários.

Os Recursos existem no UASG
Para lidar com essas questões e fornecer suporte, membros e líderes da indústria como a Apple, GoDaddy, Google, ICANN, Microsoft e Verisign, criaram o Grupo de Coordenação de Aceitação Universal (Universal Acceptance Steering Group UASG).

O UASG existe para ajudar as organizações a garantir que seus sistemas sejam UA-ready e capazes de aceitar todos os novos nomes de domínio e respectivos endereços de e-mail, em qualquer script válido.

A ABES apoia esta iniciativa, que visa estender e democratizar o nome de domínios a países que usam sistemas de escrita não latino.

Preocupa em particular a ABES a possibilidade que o uso de caracteres não ASCII, mas muito parecidos com os mesmos, permitam a fraudadores se utilizarem dos mesmos para criarem falsos nomes de domínio, como aconteceu recentemente com o falso domínio www.airfrạnce.com onde foi usado um ạ com um pontinho embaixo, usado na língua escrita do Vietnã e que conduzia a um falso site da AirFrance.

O UASG desenvolveu guias úteis e recursos que estão disponíveis em uasg.tech/documents.

Recomendamos a leitura do Guia rápido para aceitação universal (UASG005), bem como aIntrodução à aceitação universal (UASG007 em inglês), um documento técnico abrangente sobre Aceitação Universal e as questões-chave que os desenvolvedores e arquitetos de sistemas precisam saber.

Junte-se à lista de discussão em inglês nauasg.tech/subscribe para que todos possamos trabalhar juntos e incorporar plenamente estes novos domínios para o benefício da próxima geração de usuários da Internet.

A lista de nomes dos TLD (Top Level Domains) está disponível emhttp://data.iana.org/TLD/tlds-alpha-by-domain.txt .

 

(*) Paulo Milliet Roque é Vice-Presidente da ABES; e Don Hollander é Secretário Geral do Universal Acceptance Steering Group

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cristina.deluca
8 anos ago

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