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Quando, há dois anos e meio, Microsoft e Nokia anunciaram uma aliança ? o que foi chamado de 3º. ecossistema móvel ? a promessa era de fortalecimento das duas companhias e briga acirrada com os primeiros lugares na lista de dispositivos mais vendidos no mundo, liderados por aparelhos com o sistema operacional aberto do Google, o Android, e dispositivos iOS. Seria uma aliança de peso para dar um respiro àquela que já foi a maior empresa de mobilidade do mundo e fortalecer a principal fornecedora mundial de softwares em uma seara na qual ela não colhia bons frutos.
Era dada a largada para a finlandesa abrir mão de seus sistema operacional, o Symbian, em favorecimento ao Windows Phone, que ainda engatinhava no mercado internacional. O novo sistema operacional da marca substituía o fracassado Windows Mobile, com uma promessa de mais interatividade e facilidade de uso aos clientes finais.
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Dois anos e meio depois, nada melhorou para a finlandesa. Desde a época em que o acordo foi selado, muitas especulações já davam indícios de que a gigante de software acabaria, naturalmente, adquirindo a empresa. Conversas de corredores, jamais confirmadas, pontuavam, inclusive, de que a parceria se daria para que, posteriormente, a companhia fundada por Bill Gates tivesse acesso às patentes da finlandesa.
O grande dia, enfim, chegou. A maior surpresa não foi a aquisição em si da Nokia pela Microsoft, anunciada nesta terça-feira (03/09), mas o momento em que ela ocorreu: durante a madrugada (e poucos dias depois de Steve Ballmer anunciar que se aposentaria nos próximos 12 meses).
A parceria, claramente, beneficiou mais a Microsoft do que a Nokia, apesar de ambas perderem mercado. Explico. Em 2010, por exemplo, dados do Gartner pontuavam que a Nokia estava na lista como principal vendedora de smartphone ao longo de todos os 12 meses do ano: quase 29% do mercado mundial, com 461 milhões de unidades. A proporção já mostrava redução em relação ao ano anterior, quando detinha 36,4% de participação. Em termos de sistema operacional, Symbian também ficava no topo, com 37,6% do mercado. Android aparecia na sequência, com 22,7%, ante 3,9% vistos em 2009. O crescimento do concorrente era galopante e representava sim uma ameaça para a líder. O sistema da Microsoft vinha com cerca de 4,2% do mercado.
A pesquisa mais recente da consultoria, do segundo trimestre deste ano, já comprova o que todos vemos nas ruas: Nokia sequer figura entre as principais vendas de smartphone, quando falamos de fabricante de hardware. Ela divide o espaço na seção ?Outros? com uma série de produtoras majoritariamente chinesas, que, juntas, detêm 40% do mercado. No topo, Samsung, com 31,7% e Apple, com 14,2%. Praticamente sem Symbian para competir, em termos de sistema operacional, Microsoft hoje conseguiu estar, sim, em terceiro lugar, só que bem atrás das demais. Os dados mais recentes dão conta de que Windows Phone fica com 3,3% do mercado, atrás de iOS (14%) e Android (79%).
Feita a contextualização, preparamos aqui uma lista com os principais acontecimentos, especialmente no que diz respeito à Nokia, desde que a parceria foi anunciada. Se esquecermos de algo, nos dê um toque comentando esta notícia.
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