Nike poderá virar uma empresa puramente de software em dez anos

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Nike poderá virar uma empresa puramente de software em dez anos
Nike poderá virar uma empresa puramente de software em dez anos

Há uma grande excitação em torno da possível revolução trazida pela impressão 3D. A expectativa é que o conceito impacte significativamente verticais como as de saúde, varejo, manufatura (para citar apenas alguns exemplos). Pois, há alguns dias, uma previsão marcante sobre o tema partiu do cofundador do Twitter, Biz Stone.

Na sua visão, o conceito pode fazer com que a Nike se transforme em uma empresa puramente de software dentro de dez anos. “Nós apenas imprimiríamos nossos tênis. #previsãomaluca”, tuitou, em inglês. Dessa forma, bastaria apenas “baixar” o modelo de interesse, descartando a necessidade de dirigir-se até uma loja.

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Mesmo que a previsão de Stone traga uma pitada de absurdo, a evolução do mercado de impressão torna o fato de uma pessoa comprar o projeto de um produto e imprimi-lo em sua casa torna-se cada dia mais factível.

A britânica Canalys estima que o mercado global de impressão 3D atingirá US$ 16,2 bilhões em 2018. O montante considera equipamentos, suprimentos e serviços correlatos, representando um crescimento anual composto da ordem de 45%. De acordo com a consultoria, essa tecnologia movimentará US$ 3,8 bilhões em 2014.

Barreiras que impedem a proliferação do conceito caem pouco a pouco. “Avanços tecnológicos permitem impressão mais rápida e a criação de objetos que combinam materiais e cores diferentes”, pontuou a empresa, em relatório que também destacou o barateamento das máquinas e suprimentos.

Claro que ainda faltam muitas definições, incluindo um modelo de negócios apropriado. Contudo, há de se considerar o poder tecnológico e inventivo de uma organização como a Nike, por exemplo, que gasta centenas de milhões de dólares para se diferenciar no competitivo segmento em que atua. Não há de se duvidar que o conceito esteja no radar da companhia.

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