Duas novas versões do LTE trazem as redes de baixa potência para o centro das atenções
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Uma das características mais badaladas, prometidas pelo 5G, é uma nova maneira de conectar milhões de pequenos dispositivos de IoT de baixa potência. Mas não há necessidade de esperar pelo novo padrão para colocar a mão na massa: duas formas de LTE ajustado para IoT entraram em um mercado que já está em rápida expansão.
Os novos padrões LTE-M e NB-IoT foram concluídos no ano passado e apresentados no Mobile World Congress. Como as principais operadoras agora atualizam o LTE para atender às aplicações IoT, é provável que mais empresas encontrem LPWANs (redes de longa distância e baixa potência) nas áreas nas quais desejem implantar IoT. Há até quem sugira que outras tecnologias já implantadas, como LoRaWAN, cairão em desuso.
“As coisas têm se movido o suficiente para já permitir comparações precisas”, diz Daryl Schoolar, analista da Ovary.
Muitas vezes, empresas que desejam conectar objetos distantes a uma rede não têm o espaço ou o poder para implantar dispositivos celulares em grande escala em todos os lugares. Durante anos, alguns usaram redes especiais específicas da indústria, enquanto outros usaram o 2G, que é mais barato e requer menos energia do que LTE. Mas à medida que as redes celulares antigas são desligadas, novas tecnologias projetadas apenas para o IoT começam a brilhar. Elas são mais do que apenas sistemas móveis recondicionados, e se tudo correr bem, não deixarão os usuários desamparados.
Embora algumas operadoras mainstream já estejam usando o LoRaWAN, as novas formas de LTE deverão trazer muitos mais operadoras para o jogo. A AT & T anunciou este mês que oferecerá LTE-M em toda a sua área de atuação LTE nos Estados Unidos até meados de ano, em um lançamento acelerado. A francesa Orange e a sul-coreana SK Telecom também estão investindo na LTE-M. Já a Vodafone, a Telefonica, a Deutsche Telekom têm planos para o sistema NB-IoT, de menor potência. NB-IoT parece ter mais tração na Europa, e LTE-M nos EUA, mas ainda é cedo para fazer esta afirmativa, de acordo com o analista Phil Marshall, da Tolaga Research.
Os novos sistemas podem ser implementados, em grande parte, por meio de atualizações de software. (Mas a tecnologia também afeta a cobertura: a Ingenu diz que seus sinais podem ir até 300 quilômetros em áreas rurais.)
LTE-M é o mais rápido das novas variantes celulares, capaz de velocidades megabit, e é projetado para uso móvel, incluindo transferências de uma célula para a próxima. Já o NB-IoT é mais lento, em torno de 250Kbps, mas permite uma maior duração da bateria. Ambos têm maior alcance do que LTE regular e são melhores em penetração em paredes e pisos.
Em testes, a rede LTE-M da AT & T está sendo usada para rastreabilidade de contêineres e paletes de armazenamento inteligente, por exemplo. A Vodafone demonstrou o NB-IoT em sensores de estacionamento e medidores de água.

E velocidade e cobertura não são os únicos fatores a serem considerados. Há também:
– Segurança e previsibilidade: LTE-M e NB-IoT, pelo menos nas suas formas atuais, usam o espectro licenciado em redes onde as operadoras controlam tanto o acesso como a prioridade. Essa é uma vantagem importante para aplicações onde a segurança e a confiabilidade são importantes, explica Schoolar. Já a LoRaWAN usa bandas não licenciadas onde a interferência de outras redes pode afetar a taxa de transferência.
– Urgência: Aplicações que dependem de dados para realizar uma ação específica podem precisar desse tipo de rede.
– Hardware: O custo do dispositivo pode ser um fator, também. Não confie apenas no custo estimado para o rádio de determinada tecnologia. A simplicidade de hardware e as bandas de rádio comuns, como as de 900MHz e 2.4GHz sem licença, amplamente utilizadas, são pontos de venda para alguns LPWANs. Mas podem haver muitas outras partes de um dispositivo IoT, como GPS e vários sensores, impactando o custo total.
– Longevidade: Finalmente, considere o futuro, porque o IOT é um investimento de longo prazo e as redes são empreendimentos caros e arriscados. “Nem todas essas tecnologias vão se preocupar com isso”, disse Marshall.
O gráfico abaixo, da Giesecke & Devrient, explica bem as diferenças entre os padrões de rede para IoT.
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