MobJoy Games aposta em metodologia ágil para gestão de projetos

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MobJoy Games aposta em metodologia ágil para gestão de projetos
MobJoy Games aposta em metodologia ágil para gestão de projetos

Quando se pensa em uma startup de games muitas vezes vem à cabeça um local descontraído, dinâmico e com poucos processos. Mas o que pouca gente sabe é que processos bem estabelecidos, especialmente para gerir um projeto de ponta a ponta, são fundamentais para o sucesso de uma companhia desse tipo. E investir em metodologias nem de longe tira o clima descontraído, apenas garante que a ideia tenha uma boa execução e chegue ao mercado dentro do tempo e com qualidade previstos. Um bom exemplo de como isso acontece vem da MobJoy Games, sediada em Campinas, interior de São Paulo.

O CEO da companhia, Fabio Massuda, explica que, por vir do mercado financeiro e consultoria de negócios, sempre teve a questão processual muito bem estabelecida em sua forma de trabalhar e, por isso, trabalhou para inserir essa cultura na empresa desde sua fundação, em 2011. Como a indústria de games é dinâmica por natureza, houve uma preocupação inicial apenas em encontrar uma metodologia que não engessasse o trabalho e permitisse mudanças e reprogramações no meio do caminho com mais facilidade, assim, eles chegaram à Scrum, uma metodologia ágil para planejamento de projetos de software e que tem servido bem à MobJoy, com algumas adaptações, obviamente.

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“O fato da metodologia ágil foi natural, muitas das pessoas com quem conversávamos já aplicavam e era comum a todos. Testamos outras coisas, falavam de Kanban, por exemplo, parte usou Waterfall, mas o que casou foi o SCRUM. Como qualquer metodologia é difícil aplicar à risca e dar 100% certo, precisa adaptar à sua realidade de empresa e à forma como conduz os projetos. Adaptamos, por exemplo, o cálculo de tempo que não era previsto na metodologia”, explicou.

Essa adaptação de cálculo era fundamental para comparar o trabalho de uma equipe diversifica, que tem de programador a um artista. Enquanto um é mais preto no branco, o outro depende de inspiração e dificilmente consegue-se prever a complexidade da criação antes de o profissional iniciar o trabalho.

A implantação de uma metodologia de projetos ganhou força na MobJoy não apenas pelo fato de Massuda ter levado isso de trabalhos anteriores. O executivo explica que desde o início da companhia havia uma ambição de se tornar um player global e, para isso, era preciso ser bem organizado, fugir do improviso e aprender a fazer tudo de forma mais eficiente. E ao que tudo indica, a estratégia foi acertada. Hoje, 95% do faturamento da companhia vem de fora do Brasil. Obviamente, existe uma questão de maturidade de mercado, Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, tem compradores de games mais assíduos e as pessoas estão habituadas também a comprarem dentro de aplicativos. No Brasil essa cultura ainda está em formação.

A MobJoy é especializada em games para dispositivos móveis e atualmente possui nove jogos no mercado que rodam nas plataformas Android e iOS. Toda a produção deles é local, desde a concepção até o design. Como o faturamento vem quase todo do exterior, as primeiras versões são sempre em inglês.

O executivo não consegue imaginar como seria a companhia se não tivesse sido implantado essa cultura desde o início e acredita que o bom desempenho também esteja atrelado ao fato de ter optado por uma metodologia ágil. “Temos ganhos de fazer coisas organizadas, mas com flexibilidade, reprogramando as coisas. Em metodologia mais tradicional é difícil porque a previsão é de ponta a ponta e, as vezes, no meio do projeto, você encontra algo novo que gostaria de incluir no jogo, se a metodologia engessa, você não inclui, na ágil, você adapta rapidamente. A cada duas semanas revejo e faço coisas novas”, comentou Massuda, que falará sobre o assunto durante o 2º Fórum Global de Gerenciamento de Projetos, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 2 e 4 de setembro.

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