A Microsoft implementou um data center submarino — sim, no fundo do mar — localizado nas Ilhas Orkney, na Escócia. A instalação faz parte do Projeto Natick, iniciativa para identificar formas ambientalmente sustentáveis de executar novas unidades de gerenciamento de dados em larga escala.
Na primeira fase, que começou em 2014, a Microsoft construiu um pequeno data center submersível, que abrigava o equivalente a 300 desktops, e o afundou no oceano em fevereiro de 2016, para testar se a proposta realmente funcionaria no mar. A embarcação operou por quase 4 meses.
Já na segunda fase, que começa agora, a empresa instalou 864 servidores, em 12 racks, em um submersível vedado que tem aproximadamente o tamanho de um contêiner de remessa marítima padrão, com cerca de 12 metros de comprimento; projetado para funcionar por cinco anos sem exigir manutenção.
Segundo a Microsoft, os benefícios de afundar os seus servidores no oceano tem relação direta com eficiência energética e rápida transferência de dados. A empresa observa que cerca de metade da população mundial vive próxima da costa, de modo que a capacidade de abrigar servidores próximos a eles poderia permitir um acesso mais rápido aos serviços online.
O data center submarino pode ser alimentado por moinhos de vento localizados perto da água, para que a empresa nunca tenha que se preocupar com interrupções de alimentação ou custos de energia. A água no oceano também é perenemente fria e pode ajudar no resfriamento dos data centers sem incorrer em custos adicionais para o equilíbrio térmico.
Mas a jornada não acabou. O data center será monitorado nos próximos 12 meses. Pesquisadores da Microsoft ficarão de olho em fatores como consumo de energia, níveis internos de umidade e temperatura. A empresa espera que isso acabe aperfeiçoando esse sistema de implantação de data centers que são mais baratos de executar se considerarmos o longo prazo.
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