Mercado Livre quer diminuir tempo de entregas no Brasil em 2020

Investimentos de R$ 4 bilhões deverão ser usados para ajudar a expandir o comércio eletrônico e serviços financeiros da empresa no Brasil

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Foto: Divulgação — Foto: Mercado Livre/Divulgação

Até o final do ano, o Mercado Livre planeja investir R$ 4 bilhões no Brasil para escalar o seu comércio eletrônico e serviços financeiros do Mercado Pago. A informação, publicada na Reuters, foi citada por Stelleo Tolda, vice-presidente-executivo da empresa na América Latina.

Segundo Tolda, o valor ajudará o Mercado Livre a ampliar a eficiência logística, o que deve resultar em prazos de entrega de encomendas mais curtos, além de ampliar as ofertas em serviços financeiros.

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O valor divulgado representa um aumento de mais de 30% em relação aos investimentos de R$ 3 bilhões da empresa em 2019. Segundo o executivo, o foco agora é na rentabilidade para fechar o ano de 2020 com lucro. “Não estamos dispostos a investir a qualquer preço, com margens negativas”, afirmou o executivo.

Na América Latina, o Mercado Livre fechou o quarto trimestre com receita líquida de US$ 674,3 milhões, além de atingir US$ 3,9 bilhões em volume de vendas. No mesmo período, a companhia obteve crescimento de 26,7% na quantidade de compradores únicos; no terceiro trimestre, o crescimento foi de 25,7%.

Já o Mercado Pago, vertente de serviços financeiros, atingiu US$ 8,7 bilhões em volume total de pagamentos. A base de usuários da plataforma atingiu 7,9 milhões de pagadores ativos, registrando 29,4% de crescimento.

Apesar dos números expressivos, a empresa vem enfrentando forte concorrência no mercado. O prejuízo líquido da companhia cresceu mais de 20 vezes no último trimestre, fechando em US$ 72 milhões no acumulado de 2019.

Parte da estratégia envolveu mais despesas de marketing. Segundo Tolda, estas não deverão ser tão elevadas no próximo trimestre quanto foram no último semestre. A empresa também estima reduzir a concessão de subsídios, passando a cobrar, por exemplo, tarifas de lojistas na Argentina.

Com informações de: Reuters.

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