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Apesar de ainda engatinhar na América Latina como um todo , com cerca de 4% a 5% de participação no mercado geral de publicidade, a indústria de marketing online deve atingir 10% do bolo entre 2014 e 2015. A previsão foi feita pelo CEO da ClickMagic, empresa focada em marketing de performance, Hans Holmberg, em entrevista ao IT Web.
Na Inglaterra, por exemplo, a participação chega a 25%. Segundo Holmberg, mesmo afirmando que a região ainda não está forte neste setor, ele cita o Brasil como um país de destaque no cenário. De acordo com o executivo, isso acontece por conta do estímulo dado pelas redes sociais e pelo fato de os consumidores brasileiros terem hábitos muito semelhantes aos europeus e norte-americanos. ?Há muito mais pessoas querendo comprar online no Brasil do que em outras partes do mundo. E o fato de a penetração de cartão de crédito não ser tão alta não impede as pessoas de fazer compras online. Há muita confiança nesse tipo de transação, o que não é visto em países como a Argentina, por exemplo?, explicou.
Para o marketing online dar certo, são necessários dois pontos listados por Holmberg: alta penetração de crédito e alto volume de transações online.
Os dados chamam a atenção. No País, de acordo com uma pesquisa realizada pela IBM, 83% dos consumidores fazem compras online. Já quanto aos cartões de crédito, no início deste mês a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou que até setembro deste ano foram realizados 875 milhões de transações por este tipo de pagamento, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
Ao todo, o mercado de cartões no Brasil, que abrange débito, crédito e cartões próprios de lojas ou redes, deve encerrar o ano com faturamento de R$ 667 bilhões, o que representaria crescimento de 23% em relação a 2010.
Marketing afiliado
Um dos modelos de marketing online que ganha impulso neste cenário, em especial por conta das redes sociais e da importância cada vez maior de blogs e sites no conteúdo web, é o marketing afiliado. Ele funciona da seguinte maneira: de um lado existem os afiliados, que nada mais são do que os usuários de internet, blogueiros e donos de sites que querem monetizar suas páginas. Do outro lado, estão as companhias que querem fazer propaganda online e precisam de um canal para chegar ao seu cliente.
Empresas como a ClickMagic administram os programas desenhados pelas marcas e fornecem a elas a base de afiliados para que esse material se difunda na internet. Dentro desses programas, geralmente os usuários ganham, como pagamento, uma participação nas vendas direcionadas por eles.
Pessoas que não têm sites ou blogs podem monetizar seu tempo na internet ao divulgar as ofertas em redes sociais como o Facebook ou Twitter. O sistema de recompensa funciona da mesma maneira. ?Muitas pessoas ganham dinheiro promovendo marcas?, relata Holmberg.
Porém, o executivo alerta que não são todas as companhias que permitem esse tipo de divulgação. ?Cada marca, no seu programa, pode dizer o que pode e o que não pode fazer para promover o produto, elas escolhem quais os meios ? dentro da internet ? que poderão ser usados para divulgação. Existe sim o trabalho com redes sociais. Mas é claro que as empresas se preocupam em como sua marca vai mostrada para o mercado.?
Redação
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