O fundador e CEO do Facebook,
Mark Zuckerberg, comemorou o desbloqueio do seu serviço de mensagens instantâneas
WhatsApp, que foi desativado na última segunda-feira (2/5)
a mando do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE). “WhatsApp está novamente on-line no Brasil. Suas vozes foram ouvidas mais uma vez. Obrigado à nossa comunidade por nos ajudar a resolver isso”, afirmou o também CEO da empresa por meio de um post feito na sua página pessoal na rede social.
As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Apesar do alívio, a luta parece não ter acabado. Como aconteceu o bloqueio pela segunda vez – e pelo mesmo motivo: a não colaboração do aplicativo em ceder informações de suspeito em um caso que corre em sigilo no tribunal – Zuckerberg pediu para que brasileiros se movimentassem em prol do serviço e os convidou a ao Congresso, em Brasília, nesta quarta-feira, às 18h, quando acontecerá o lançamento oficial da
Frente Parlamentar Mista Pela Internet Livre e Sem Limites, a qual “
apresentará projetos de lei para evitar bloqueio de serviços de internet como o WhatsApp“, afirmou o executivo.
“A ideia de que qualquer pessoa no Brasil possa ser proibido da sua liberdade de se comunicar do jeito que quiser é bastante assustador em uma democracia. Você e seus amigos podem ajudar a garantir que isso nunca mais aconteça novamente, e espero que você se envolva”, convocou Zuckerberg na mensagem.
Além disso, o executivo incentivou usuários brasileiros que apoiam o aplicativo a participarem de uma petição on-line feita por meio do site
Change.org. “Brasileiros têm sido líderes em conectar o mundo e criar uma internet aberta por anos. Espero que vocês se façam ouvir agora e exijam mudanças”, encerrou.
Quem também
se manifestou sobre a liberação do serviço no País foi o próprio cofundador e diretor-executivo da aplicação, Jan Koum. O executivo agradeceu o apoio dos usuários no Brasil e pela “paciência enquanto o processo legal se desenrolava”, afirmou Koum em sua página pessoal no Facebook.
O executivo ressaltou que a empresa não tem “intenção alguma de comprometer a segurança das pessoas e esperamos que aqueles afetados por esta decisão se juntem a nós e manifestem suas vozes em apoio a uma internet aberta e segura”, disse. “A última coisa que queremos é ver WhatsApp bloqueado novamente.”