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Marco Andriola coloca tecnologia sobre trilhos na Rumo Logística

Marco Andriola, diretor de tecnologia da Rumo Logística (Imagem: Divulgação)

Embora poucos associem trens à tecnologia, na Rumo Logística essa conexão é sólida e essencial. Não é à toa que Marco Andriola, diretor de tecnologia da companhia, é o vencedor do prêmio Executivo de TI do Ano 2024 na categoria Transporte e Logística, resultado da execução de três projetos complementares que concretizam a visão de digitalização da companhia.

Curiosamente, Andriola tem relação com a ferrovia desde criança. Na infância, em Curitiba (PR), ele morava em um bairro chamado Vila Oficinas, que recebeu este nome por abrigar uma das sedes da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Com 16 anos, iniciou um curso de técnico em eletrônica e, ao final, já estagiando na área de TI de uma indústria, decidiu perseguir a Informática.

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Ficou 17 anos ali e, há 13 anos, assumiu o cargo de gerente de tecnologia da antiga ALL que, depois de comprada pela Cosan, em 2015, tornou-se a Rumo. Neste período, ele passou por outras áreas da empresa, até ocupar a atual posição e assumir o desafio de levar tecnologia para uma malha de 14 mil quilômetros de trilhos, milhares de vagões e locomotivas em grande parte do Brasil, sempre com foco em três pilares: os trens precisam girar com a maior velocidade possível, consumindo o menor volume de combustível e com a maior segurança disponível.

“Levar tecnologia para a ferrovia traz desafios como distribuição geográfica: o trem passa por regiões onde não há qualquer cobertura de comunicação”, diz. Foi por aí que começou a jornada digital da companhia: o primeiro projeto tratou de garantir essa cobertura. Isso incluiu um sistema de comunicação via satélite, uma parceria com a Embratel e a implementação de uma solução da Nokia que torna essa comunicação inteligente, identificando o melhor meio de realizá-la – satélite, rádio ou 4G.

4G na Estrada e Seus Benefícios

O projeto incluiu também a cobertura de toda a serra de Santos com uma rede 4G. Com a comunicação estabelecida, foi possível instalar sensores em toda a malha ferroviária. Hoje, os sensores indicam obstáculos como trilhos quebrados, quedas de barreiras, descarrilamentos, rodas quentes ou frias etc. Estes dados alimentam dois centros de controle operacional que, de acordo com a existência de eventos críticos de segurança, regulam a velocidade dos trens.

Condução Semiautônoma

A cobertura de comunicação e o sensoreamento abriram caminho para o segundo projeto, a implementação do TripOptimizer, solução que permite que, atualmente, 80% das viagens de trem entre Santos e Mato Grosso sejam feitas de forma autônoma. Com base na configuração do trem, características da via e do trajeto, o sistema configura a viagem. Segundo Andriola, a solução reduziu em 5% o consumo de combustível, o que representa 10 milhões de litros de diesel por ano, ou R$ 35 milhões e 25 mil toneladas de CO² não despejadas.

Isso ocorre porque a condução do trem é feita de forma mais homogênea. “Temos mais de 3 mil maquinistas e 200 composições rodando simultaneamente: só com tecnologia conseguimos coordenar todos ao mesmo tempo”, diz, lembrando que uma viagem de Rondonópolis (MT) a Santos (SP) levava 90 horas e, agora, é feita em menos de 70 horas. Outro ganho: a rede 4G permite que a comunicação com os trens seja instantânea, evitando o tempo de espera de autorizações. Um chamado que poderia levar sete minutos via satélite é feito em segundos. “Com isso conseguimos fluir os trens de forma mais rápida”, diz.

*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum, disponível aqui.

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Published by
Redação
Tags: executivo de ti do anoExecutivo de TI do Ano 2024Marco AndriolaRumo Logística
2 anos ago

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