Magazine Luiza investe em inteligência analítica

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Magazine Luiza investe em inteligência analítica

O empoderamento do consumidor promovido pelas novas tecnologias permitiu mais amplo acesso a informações sobre produtos e a comparação de preços pela internet até mesmo quando ele está dentro da loja, utilizando o celular.  E ainda, propagou a famosa prática do ?showrooming? ? quem nunca foi até uma loja para conferir um produto ao vivo e depois comprá-lo na internet?

O setor de varejo, sem dúvidas, sofreu grande impacto diante dessas transformações, de modo que aproveitar o momento da compra e ter assertividade nas ações de marketing e vendas se tornou chave para enfrentar a concorrência. Daí confirmamos por que essa indústria é uma das mais avançadas quanto ao investimento em Big Data. Inovar na utilização de dados sobre o comportamento de clientes até a compra em canais online e offline garantiu ao Magazine Luiza o primeiro lugar na categoria Varejo e Consumo  do prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI com o sistema de sistema de recomendação de produtos Bob.

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Criada a partir de um Big Data gerenciado por meio de um banco de dados que possibilita o relacionamento entre objetos e pessoas, a nova plataforma levou ao aumento de 35% da receita em relação ao sistema de recomendação utilizado anteriormente. O projeto nasceu a partir do social commerce Magazine Você, lançado em 2012 pelo núcleo de P&D da empresa, que permite às pessoas escolher produtos e criar suas próprias lojas virtuais, com a possibilidade de compartilhá-las nas redes sociais.

?A partir do comportamento das pessoas dentro dessa plataforma social de vendas, verificamos que era possível armazenar todas essas informações sobre preferências e conexões entre pessoas, amigos e lojas para entender melhor o comportamento do consumidor e montar um sistema de recomendação em cima disso?, pontua André Fatala, gerente de P&D do Magazine Luiza. O sistema de recomendação começou a ser desenvolvido em janeiro de 2013 e testado três meses depois, de modo que em agosto a plataforma já estava rodando no site da varejista.

A premissa era realizar atualizações em um curto espaço de tempo, quase em tempo real, para que cada interação do usuário dentro do site pudesse ser utilizada na próxima página visualizada. Assim, o objetivo é direcionar algum tipo de recomendação. Isso justificou a escolha do banco de dados baseado em grafo, em vez do bancos de dados relacionais, cuja ideia é criar relacionamento entre objetos. Os dados são coletados tanto dos canais online, como o site tradicional, até a versão mobile e lojas virtuais. Além disso, nos pontos físicos também há coleta de dados ? a partir do sistema multimídia para demonstração de produtos ao cliente.

O grande diferencial do Bob está no conceito de comunidades, que permite identificar o impacto da recomendação de determinada pessoa, seja de uma compra, sugestão ou avaliação de produto, dentro de sua rede de amigos. ?Estamos tentando separar e identificar quem é cada pessoa, para que as recomendações sejam one-to-one, e não baseadas em análise de multidão, como fazem muitos sites de e-commerce. A ideia é que o sistema de recomendação seja quase um assistente de compra, e ajude o cliente a escolher o melhor produto para ele?, enfatiza o diretor de P&D. E para evitar que ideias inovadoras deixem de ser prioridade em meio à rotina de trabalho do departamento de TI, a companhia conta com um núcleo, de funcionamento semelhante a uma incubadora, especialmente dedicado à pesquisa e desenvolvimento, constituído basicamente por engenheiros de software.

Agilidade e mais assertividade nos projetos são alguns dos benefícios proporcionados pelo modelo: com base em pesquisas, as ideias surgem dentro do núcleo de P&D, que monta a prova de conceito para ser encaminhada e aprovada pela diretoria. A partir disso, o projeto piloto é montado e somente na etapa de produção as outras áreas são envolvidas, como a de negócios no caso do Bob.

?Conseguimos cortar alguns passos e mitigar questões, como se o projeto vai ser muito caro ou demorar muito tempo. Quando chegamos com a prova de conceito, é possível demonstrar a viabilidade, fazendo com que a decisão seja mais fácil para a empresa. E o desafio é colocar projetos no ar em até três meses?, acrescenta o gestor. Além da inovação, um dos focos da área de P&D é adotar novas e tecnologias e disseminá-las. E muito dessa agilidade é proporcionada pela nuvem, que viabiliza a inovação no Magazine Luiza oferecendo também escalabilidade e flexibilidade. Dentro de um sistema como o Bob, que roda na nuvem da Amazon Web Services, montar somente a infraestrutura necessária para testes já demandaria muito tempo, avalia André Fatala. Em dois anos de existência, o núcleo de P&D da companhia foi responsável por uma série de lançamentos inovadores e, para o próximo ano, planeja outras iniciativas tomando como foco big data, mobile e social commerce. Inserido nesse horizonte, o projeto Bob também deve se expandir e trazer novas funcionalidades, aproveitando as informações já coletadas para direcionar ações baseadas no perfil de compra de cada usuário.

 

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