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M2M: o OPEX que sua empresa precisará gerir

A Internet das Coisas (IoT) veio para ficar. Assim como todas as novas tecnologias disruptivas já lançadas. Ela cresce exponencialmente, com descobrimentos de aplicações em novos produtos e nichos de mercados. Na teledramaturgia tecnológica ela já têm ‘papel’ principal. Se você trabalha em TI e não se deu conta ainda, você já está muito atrasado e é melhor correr atrás do prejuízo o quanto antes!

Basta retomarmos um pouco para entendermos o cenário atual. No início da popularização da Internet, uma das grandes novidades foi o e-mail. A possibilidade de enviar e receber mensagens de qualquer lugar do mundo em tempo ‘quase’ que real, era fascinante. O crescimento foi um ‘BOOM’, o qual, despertou uma grande preocupação para as áreas de ​TI.

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O portal que oferecia gratuitamente maior espaço, caiu ‘na graça’ dos internautas. Outros se adaptaram e começaram a oferecer pacotes com maior espaço e custo acessível. Isso gerou novas formas de cobrança para os clientes e formas de gerenciamento de espaço para os usuários.

O cenário se repetiu, com o uso dos celulares e banda de internet mais eficaz, o uso de dados foi aumentando gradativamente, tendo o serviço de voz um coadjuvante nos pacotes das operadoras, com cobranças diferenciadas e preocupações com a capacidade de banda e infraestutura para atender a nova demanda de uso de dados dos usuários.

Hoje, o ator principal dessa grande novela tecnológica é o IoT. Ele vêm crescendo em todos os nichos de mercado, tendo diversas aplicações em toda cadeia produtiva. Cidades inteligentes já são reais. Já é normal nos depararmos com luzes inteligentes, que ligam quando necessário e reduzem a intensidade da iluminação quando há ‘desaproximação’, um ganho na economia de energia elétrica, entre outros.

Estacionamentos inteligentes, que iniciam a cobrança apenas no momento em que o cliente pára na vaga, calculando o tempo consumido e informando sobre vagas disponíveis e redução de gases poluentes. Geladeiras, que alertam sobre os alimentos que terminaram e a data de validade de todos os produtos que contém.

Linhas de produção que avisam qual setor está mais lento ou qual inventário precisa ser reabastecido com mais urgência. Ônibus inteligentes que oferecem serviços de internet para os usuários, camisetas inteligentes que monitoram a saúde do paciente, ou seja, infinitas aplicações no nosso dia a dia.

A cada dia, empresas percebem novas formas de atribuir o M2M para uma inovação de mercado. Estima-se que as organizações brasileiras aumentam o faturamento em aproximadamente 11% a 20% após a implantação de soluções de IoT. Em 2015, os investimentos na área chegaram próximo aos US$ 80 milhões.

De acordo com o Presidente da Cisco, John Chambers, 50 bilhões de dispositivos serão conectados até 2020, gerando um volume de US$ 19 trilhões no mercado de Internet das Coisas. Não há dúvidas é um mercado muito promissor.

Com isso, nasce a questão do gerenciamento e gestão de todas essas informações, item que desafia os analistas de IT para uma melhor performance, disponibilidade e capacidade de atendimento. Claramente, teremos ‘mais’ equipamentos inteligentes do que pessoas.

Os mesmos desafios que tivemos com a rede de celulares (ou ainda temos) de Vender, Controlar, Monitorar e claro, Faturar, teremos com M2M em escala brutalmente maior. Com isso, a velha preocupação de “Espaço do E-mail” virá a tona, e teremos que desvendar novas formas de gerenciar este mercado com mais eficiência e agilidade.

Novas visões de negócios serão necessárias, novas formas de vendas serão mandatórias, formas de faturamento devem ser revistas. O uso de M2M cada dia mais será um OPEX que uma empresa precisará gerir, e para isso, ela precisa ser controlada de maneira mais eficiente possível.

Como eu disse no começo, se você não deu conta disso ainda, você já esta atrasado!

 

 

(*) Gilliard Delmiro é diretor de TI da Wyless TM Data

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Published by
cristina.deluca
10 anos ago

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