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Linux , o rei de Wall Street

Quando o assunto é o rápido movimento do mercado de ações, bônus e derivativos, trocas financeiras mundiais, o Linux é um aliado, pelo menos de acordo com um dos desenvolvedores do kernel do sistema operacional, componente que faz a integração entre hardware e software.

Esta semana, na conferência anual LinuxConem, em Vancouver, Christoph Lameter, um dos desenvolvedores do kernel do Linux, discutiu como o sistema se tornou amplamente adotado pelas bolsas de valores, em negociações informatizadas de ações, títulos, derivativos e outros instrumentos financeiros em alta velocidade.

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Como alternativa ao tradicional Unix, o Linux tornou-se forte player no mercado financeiro, graças à capacidade do kernel do sistema operacional em transmitir mensagens de maneira muito rápida, disse Lameter. Na verdade, o campo emergente de transações de alta frequência (HFT, na sigla em inglês) não seria possível sem o OS de código aberto, argumentou.

A maior corretora, a New York Stock Exchange (NYSE) Euronext, roda em um sistema Linux que pode gerar 1,5 milhão de cotações e processar 250.000 ordens por segundo, oferecendo confirmações de cada transação em dois milésimos de segundo.

Ainda em 2007, o intercâmbio em Wall Street ainda era em grande parte executado em Unix. Nos últimos anos, entretanto, o Linux avançou sobre este mercado.

“Os ciclos de lançamento com Solaris e AIX eram muito longos -. eram dois ou três anos entre as atualizações. O Linux conseguiu [fazer as mudanças necessárias] dentro de, em média, um mês”, afirmou Lameter.

Corretoras financeiras precisam que seus servidores executem transações o mais rápido possível. Mesmo alguns milisegundos poderiam oferecer uma vantagem competitiva em negociações de bilhonárias realizadas todos os dias. Esta intensidade criou um viveiro de inovação que não poderia ser facilmente encapsulado em ciclos de lançamento em vários anos, explicou Lameter.

“As corretoras viram que as soluções de mais baixa latência só seriam possíveis com o Linux”, declarou Lameter. “O Unix mais velhos não podiam ser tão rápidos quanto Linux.”

Um atributo importante foi a pilha TCP / IP, a configuração que determina a rapidez de uma mensagem passada entre os dois sistemas. Outro atributo interessante é o agendamento, o que garante que um processo – como a realização de uma compra, por exemplo – não seja interrompido depois de iniciado. Por último, graças a um exército de desenvolvedores voluntários, o Linux pôde oferecer drivers para novos hardwares mais rápido que os grandes fornecedores Unix.

O Linux também ofereceu as corretoras financeiras a capacidade de modificar o código fonte do OS para uma velocidade de desempenho ainda maior, segundo Lameter. “Depende do quão ousada a troca for”, afirmou Lameter, ressaltando que a NASDAQ usa uma versão modificada da distribuição Linux Gentoo.

Outras bolsas usam distribuições fora da prateleira e pagam consultores para ajustar as configurações para o máximo desempenho. A Red Hat Enterprise Linux agora é a distribuição Linux dominante entre as corretoras, Lameter disse. Ela tem entre seus clientes as bolsa de Chicago, Nova York, Frankfurt, Eurex, de derivativos de câmbio, e Bolsa de Valores das Filipinas.

A Microsoft ainda não fez incursões importantes neste mercado. Lameter afirmou que “o Windows é mais relegado para o back office”. Ele diise que o OS geralmente tem maior tempo de latência do que o Linux, e observou que em 2009, a Bolsa de Londres tentou e abandonou servidores com Windows.

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cristina.deluca
15 anos ago

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