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De fora, a iniciativa – batizada de Kodak Online – pode parecer mais um portal de comércio eletrônico, no entanto suas pretensões vão muito além disso. Provida de serviços que vão da mais básica venda de produtos até o upload de arquivos de imagem para impressão e álbuns de compartihamento de fotos, o que se espera é que o portal cumpra o papel de facilitador no ingresso para o mundo digital. Tudo isso tomando por base a rede de canais de distrituição Kodak que soma mais de 1,7 mil lojas no Brasil.
“É muito comum que o pequeno empresário apresente resistência quanto às novas tecnologias”, explica Walquiria Dias, diretora de marketing de serviços da Kodak do Brasil. “Nesse sentido, todo o projeto Kodak Online, apresenta como prioridade número um a descentralização dos negócios e das responsabilidades”. Isso quer dizer que no lugar de centralizar as operações – tanto de produtos como de serviços – realizadas pelo Kodak Online, serão as franquias as protagonistas da iniciativa.
“As vendas de produtos e serviços serão realizadas de três maneiras”, elucida Julie do Brasil, diretora de saídas fotográficas da subsidiária brasileira. “O usuário pode contratar serviços via portal, via loja e no futuro, via quiosque”. No primeiro, o cliente escolhe a loja que deve atendê-lo, de acordo com sua preferência, mas em todos eles, são os lojistas, e não a Kodak, a ponte com o usuários e os responsáveis pela entrega dos pedidos. “Na verdade, a Kodak empresta seu nome conceituado como respaldo para as iniciativas de comércio eletrônico entre os canais”.
Conseqüentemente, a Kodak asfalta uma estrada de dois sentidos: de um lado, a própria companhia, que se apóia na rede de canais para suportar a estratégia digital; de outro, as lojas, que passam a dispor de recursos avançados de comércio eletrônico para incrementar as vendas. “A iniciativa disponibiliza treinamento e marketing para consolidar a presença dos canais no mercado eletrônico”, avisa Julie, acrescentando que as imagens provenientes de uploads ou CDs correspondem, em médias a 2% do total de imagens manipuladas pelas lojas que dispõem de recursos digitais. “Enquanto a transação fica com o lojista, a Kodak ganha com as vendas adicionais provenientes da iniciativa digital”.
Ao lado da comunicação e marketing, a especificidade do modelo de negócio aplicado no país também representou um desafio para a área de tecnologia da Kodak, que desde 2001, conta com a parceria da Scopus no desenvolvimento da plataforma de comércio eletrônico, totalmente Web. “Um dos aspectos importantes do software é a integração entre os gerentes das lojas e de estoque da Kodak”, explica Renato Morotti, gerente de operações online da companhia. “Quando um pedido é feito, o software permite que os gerentes verifiquem o nível de estoque na loja para avaliar a necessidade de envio de produtos provenientes do estoque exclusivo do Kodak Online, localizado em São José dos Campos”, avisa. E para garantir a maior disponilidade possível, os servidores de hospedagem estão todos nas mãos da IBM.
Em termos de ambiente de TI, as lojas da Kodak necessitam apenas de uma conexão banda larga e um browser para fazer parte da iniciativa. Contudo, para realizar o serviços de digitalização e impressão de imagens digitais, é necessário um minilab digital, avaliado em US$ 150 mil e presente em 150 lojas espalhadas pelo país. “Por enquanto, cinco lojas da cidade de São Paulo estão na fase piloto do projeto. Em agosto, está programado o roll out para todo o país”, adianta Julie.
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