Em carta enviada ao juiz federal James Orenstein, o advogado da Apple, Marc Zwillinger, afirmou essa semana que o departamento de justiça dos EUA solicitou à empresa o acesso a mais de um modelo de iPhone, incluindo os modelos mais recentes – no total foram 11 pedidos desde setembro do ano passado.
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Isso contradiz uma afirmação do porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, de que a solicitação feita pelo governo era de escopo limitado. “Eles não estão pedindo para a Apple redesenhar seu produto ou criar um backdoor para um de seus equipamentos”, disse ele na última semana. “Eles estão pedindo por algo que impactaria apenas esse um dispositivo”, completou.
A administração de Obama teria feito o pedido de dados suportado pelo All Writs Act, que obriga terceiros a colaborar com autoridades em investigações – e, geralmente, é algo usado em última instância.
Com base nisso, a empresa de Cupertino alega que o FBI está fazendo mau uso da legislação. Nos últimos dias, a Apple
travou uma batalha com o FBI por conta da solicitação de dados sobre um suspeito no caso de San Bernardino.
Mas Robert Capers, procurador dos EUA para o Distrito Leste de Nova York, disse que a Apple está sendo inconsistente em sua oposição à lei. A empresa teria, no passado, acatado outras solicitações e, de acordo com o executivo, as acusações da empresa não tem extensão legal.