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Jaguar TCS Racing usa nuvem e gêmeos digitais para acelerar na Fórmula E

Subhanjan Ghosh, VP regional da TCS para a América Latina, e James Barclay, chefe de equipe da Jaguar TCS Racing (Imagens: divulgação)

A Jaguar TCS Racing tem motivos de sobra para celebrar o início da temporada 2023-2024 do Campeonato Mundial de Fórmula E, da ABB FIA. Nas três primeiras corridas da competição, a equipa esteve três vezes no pódio. Seus pilotos, Nick Cassidy e Mitch Evans, ocupam o primeiro e quinto lugar, respectivamente, na classificação geral. A equipe também lidera o ranking da disputa com 78 pontos.

Não é nenhuma surpresa que James Barclay, chefe de equipe da Jaguar TCS Racing esteja esbanjando otimismo para a temporada. “Não posso reclamar. Quando você está liderando o Mundial de Equipes e de Pilotos, as coisas não têm como ficar melhores”, disse em entrevista ao IT Forum.

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A equipe está nos preparativos para disputar, neste sábado (16), a quarta etapa da temporada: o E-Prix de São Paulo, que acontece no circuito do Anhembi, montado no sambódromo e em vias próximas. No ano passado, a equipe teve um resultado excelente nas ruas da capital paulista: Nick Cassidy foi o primeiro colocado na corrida e a Jaguar TCS Racing saiu como a equipe vencedora da etapa.

Além do talento da sua dupla de pilotos neozelandêses, a Jaguar TCS Racing tem outro trunfo na manga para acelerar no Mundial: a tecnologia. Isso porque a equipe é resultado de uma colaboração entre a fabricante de carros de luxo britânica Jaguar e a Tata Consultancy Services, gigante indiana de TI que atua como parceira tecnológica oficial da equipe elétrica.

Nesta temporada, os veículos elétricos que estão nas pistas são os mesmos modelos que disputaram no ano passado, os “Gen3”. Isso porque o Mundial de Fórmula E adota uma homologação de dois anos, o que significa que uma nova geração de carros é apresentada a cada biênio. No caso da Jaguar TCS, o modelo atual é o chamado I-TYPE 6.

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Mas ainda que o chassi e os componentes mecânicos não tenham sido atualizados, anotou Barclay, isso não significa que a equipe não tenha novidades por baixo do capô. “Esta é uma corrida de software”, pontuou. “Olhando para onde terminamos a temporada passada versus onde começamos esta temporada, nós definitivamente evoluímos. É um jogo constante de atualização e melhoria”.

De acordo com o chefe da equipe, o ano passado foi de aprendizado com a nova geração de veículos: novo chassi, novos pneus, novas regras nas pistas. Tudo precisava ser levado em consideração. Neste ano, no entanto, o I-TYPE 6 já é bem conhecido por pilotos e pela equipe.

Os verdadeiros ganhos agora estão no software, na busca pela otimização da performance e eficiência. Nessa estratégia, a Jaguar se apoia nas capacidades de computação em nuvem da TCS. Isso porque o veículo da equipe é embarcado com uma série de sensores e sistemas para coleta de dados. Durante corridas ou em testes, esses dados são transferidos para a nuvem e podem ser acessados por engenheiros da equipe em qualquer lugar do mundo para ajustes necessários.

“O automobilismo tem tudo a ver com desempenho. Uma das razões pelas quais estamos indo muito bem é o nosso desempenho em termos de previsibilidade, preparação, captura de dados em tempo real e capacidade de reação a eles. Tudo isso depende da velocidade da transferência de informação”, explicou Subhanjan Ghosh, vice-presidente regional da Tata Consultancy Services para a América Latina, em entrevista ao IT Forum.

Além da nuvem, a tecnologia de gêmeos digitais também é fundamental para o processo. Conforme explica Barclay, a Fórmula E acontece em circuitos não permanentes – como é o caso do circuito do Anhembi, por exemplo. Isso significa que a equipe não tem as pistas de corridas à disposição durante todo o ano para testes. A única forma de estudar como o veículo se comporta em cada trajeto é através da simulação.

Veja também: Robôs humanoides e humanos: como se desenhará essa relação?

“Nós temos um piloto humano interagindo com um simulador que, para todos os efeitos, acredita que é um carro real”, explicou. “Então, basicamente, criamos um gêmeo digital do chassi, da suspensão, da bateria, dos pneus, dos circuitos, da superfície da pista de corrida, da arquitetura. Quanto mais preciso tornarmos este mundo virtual, melhores serão os dados que serão obtidos. É uma área que faz uma grande diferença para o automobilismo, especialmente para a Fórmula E”.

O progresso também não se limita às pistas da Fórmula E. Uma das ambições da categoria é auxiliar na revolução de toda a indústria automobilística, gerando dados sobre a eletrificação e ajudando nos processos de transição do modal veicular para fontes de energia mais sustentáveis. A própria Jaguar já anunciou que busca se tornar uma empresa completamente elétrica até o final da década e alcançar zero emissões até 2039. A TCS também busca a meta de zerar emissões até 2030.

“As pesquisas e desenvolvimentos que estão acontecendo, as informações e a inteligência que podemos extrair delas, à medida que a temporada avança, ficarão mais inteligentes”, indicou. “Isso será usado. Temos um plano muito agressivo para usar esses dados em nossa pesquisa e desenvolvimento. Isso será a próxima geração de veículos definidos por software.”.

“Tudo que falamos aqui é relevante para o futuro da produção de veículos. Quanto mais precisamente podermos simular ambientes, mais precisos seremos na construção, desenvolvimento e em projetos de nossos carros. Programas como esse realmente mostram as capacidades que as empresas como a TCS têm para permitir que companhias grandes, como a Jaguar, produzam carros incríveis no futuro”, anotou Barclay.

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Published by
Rafael Romer
Tags: Formula EJaguarJaguar TCS RacingTata Consultancy ServicesTCS
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