A maioria das violações de documentos nos Estados Unidos é resultado de ataques de hackers, informou o Identity Theft Resource Center (ITRC) após avaliar 419 falhas que foram publicadas nos Estados Unidos em 2011. De acordo com o instituto, as invasões foram responsáveis por 26% de todas os incidentes de transgressão no período.
Em segundo lugar, de acordo com a empresa de pesquisas, está a perda de dispositivos eletrônicos como laptops ou relatórios que tinham informações importantes. Esta categoria, classificada como “dados perdidos em trânsito” foi responsável por 18% das prechas de 2011.
Na terceira posição ficou o roubo interno de informações, com 13% das falhas registradas pelo ITRC.
No geral, ataques maliciosos – contando também invasões internas – somaram 40% das brechas públicas reveladas pelo estudo, enquanto 20% foram resultantes da exposição acidental de dados.
Com isso, a ITRC contou 22,9 milhões de registros expostos em 2011, dos quais 81% incluíam dados importantes das vítimas. De todas as brechas, 62% envolveram a exposição de número de seguro social e 27% a exposição de dados de cartão de crédito ou débito.
Os ataques online não são os únicos vetores de ameaça. Notavelmente, 16% das brechas conhecidas em 2011 ocorreram por perda de documentos registrados em papel, Essas referem a relatórios ou impressões que se perdem ou são roubadas. Porém, de acordo com o ITRC, o desafio para contar tais casos é que eles só são descobertos quando reportadas para as mídias locais.
A incidência varia acentuadamente de acordo com a indústria, o que pode ser o sinal da eficácia do programa de segurança de cada uma. Em 2011, os serviços governamentais e armados tiveram um grande número de dados expostos (compreendendo 44% de todos os registros vazados), seguido por empresas não financeiras (33%), médicos e grupos de saúde (16%), instituições de ensino (4%) e empresas de crédito e financeiras (3%).
As instituições não financeiras têm a maior incidência de roubo interno e são mais invadidas do que as outras indústrias. Notavelmente, 17% de todas as brechas envolvem ataques contra empresas, comparados com ataques contra bancos, agências de crédito e financeiras (3%); educação (2%); saúde (2%) e governo e militar (1%).
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini
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