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Inteligência de dados transforma negócio da Alelo

A Alelo, companhia brasileira de cartões-benefício para empresas, tinha um modelo tradicional, que gera custo de taxas aos donos dos seus cerca de 400 mil estabelecimentos. “Percebemos que estávamos sendo classificados como ‘mal necessário’, especialmente em um momento de crise, em que qualquer valor pode fazer grande diferença para a saúde financeira dos negócios”, destacou André Turquetto, diretor de Marketing e Produtos da empresa, durante sua apresentação no IT Forum Expo.

Era preciso mudar esse cenário por meio de um novo modelo de negócios. De acordo com o executivo, a empresa, que participa ativamente da vida de 6 milhões de pessoas, sabia que para ampliar a sua fatia de mercado diante da forte concorrência, teria de criar um diferencial que trouxesse mais benefícios para a rede de parceiros, desfazendo a imagem de “gerador de custo”.

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Turquetto destacou que a nova estratégia deveria contemplar a satisfação não somente dos estabelecimentos parceiros mas também dos usuários dos cartões. E a certeza era de que esse feito só poderia acontecer por meio de tecnologia. “Precisávamos, primeiramente, conhecer os nossos consumidores para poder criar ações assertivas. Mas como? Visto que somente os departamentos de Recursos Humanos (RH) detêm informações sobre eles.”

Pesquisa realizada com as áreas de RH possibilitou avistar o horizonte e revelou que o objetivo mais importante para as empresas era tornar seus colaboradores, clientes Aelo, felizes. Por outro lado, o maior interesse dos restaurantes era gerar fluxo de clientes. “Inicialmente, trabalhamos no projeto piloto com restaurantes, deixando postos de combustíveis e supermercados para uma segunda etapa.”

Segundo o executivo, 80% da base de consumidores da Alelo ganha até cinco salários mínimos e, por essa razão, são muito dependentes do cartão. “Então como crio valor para eles? Foi então que pensamos em realizar campanhas de descontos para poder gerar um fôlego no bolso deles”,

Normalmente, o saldo dos cartões-refeição dos usuários acaba antes do final do mês, prossegue Turquetto, e os Alimentação, no quarto dia. “Sendo assim, campanhas de descontos tornam-se grandes atrativos. Alinhando com os restaurantes, conseguimos ofertas que tornaram a vida financeira deles um pouco melhor. Por outro lado, os restaurantes aumentaram o fluxo de clientes”, disse.

Para colher mais informações sobre seus consumidores, a empresa decidiu ingressar na era digital, criando uma plataforma por meio de um aplicativo (app). “O uso do aplicativo reduziu o acesso à nossa central, reduzindo custos.” Depois de um ano e meio da criação desse novo canal, o Meu Alelo, já existem 4,3 milhões de usuários cadastrados e ativos. “É uma plataforma que capta todos os dados cadastrais para a formação do perfil do nosso usuário. Esse app é moderno, fácil de usar, está disponível para smartwatch e já contabiliza 5,6 milhões de downloads”, destacou o executivo.

Todos os dados colhidos por meio do app são trabalhados pela área de Inteligência, que usa sistemas de análise de dados, avalia o comportamento do consumidor e estuda preferências, melhores modelos de campanha de descontos por meio de estatísticas e outros indicadores.

Em três meses, um restaurante participante do projeto piloto ganhou 300 novos consumidores (satisfeitos), com  ROI superior a 200%. “Nossos próximos passos será trabalhar com supermercados e postos de combustíveis”, disse o executivo da Alelo, que comemora o fato de ter virado o jogo, por meio da tecnologia, tornando-se um parceiro que gera rentabilidade ao parceiro e não é mais visto como “um mal necessário”.

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Published by
Redação
Tags: transformação negócios
10 anos ago

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