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O imperativo empresarial para avançar na automação de TI nas empresas

imagem: Shutterstock

*Artigo originalmente publicado no canal-ar.com.ar

Para a maioria dos executivos, adotar a automação de TI em suas organizações é uma tarefa extremamente importante, como revelou uma recente pesquisa da Harvard Business Review. No entanto, a automação das tarefas diárias que afetam os sistemas de computadores está muito atrás de outras prioridades na cadeia de valor das empresas, pois soluções como IA generativa e nuvem prometem um impacto maior nelas, independentemente de seu setor de atuação. Então, por que esse assunto continua sendo tão urgente para as empresas?

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“A infraestrutura de TI, seja na nuvem pública, nuvem privada, ambiente híbrido ou local, é a base de tudo o que vem depois (aplicações, data lakes, modelos de IA, etc.) e, portanto, tem uma influência significativa sobre como essas camadas superiores realmente funcionam”, explica Thiago Araki, diretor sênior de Tecnologia para América Latina da Red Hat. Isso evidencia que as características da infraestrutura que terão um impacto positivo nessas camadas são velocidade e eficiência (esta última também pode ser considerada como produtividade ou alinhamento de custos com o valor do negócio).

Além da infraestrutura em si para DevOps, há outro ponto importante que toda organização deve considerar: a segurança da informação. Identificar e mitigar ameaças potenciais é essencial para preservar a confiança da empresa e cumprir as normas regulatórias. Portanto, o conceito de DevSecOps deve ser parte intrínseca da cultura organizacional. “A cultura é importante porque mesmo a melhor tecnologia, se usada de forma desordenada e ineficaz, não produzirá os resultados esperados e poderia até ser prejudicial”, explica Alexandre Duarte, vice-presidente de Serviços da Red Hat para América Latina.

Quatro atributos para uma TI bem-sucedida

Essencialmente, existem quatro atributos que uma organização deve ter em suas bases de TI: velocidade, eficiência, redução/mitigação de riscos e habilidades/formas de trabalhar. Essas características formam um círculo virtuoso onde a melhoria de uma delas terá um impacto positivo nas outras. Por exemplo, se você agir mais rapidamente e seguir o processo correto, será mais produtivo; se tiver as habilidades e formas de trabalhar adequadas, os processos devem ser mais eficazes e permitir ações rápidas.

Como a automação de TI pode ajudar?

Adotar uma abordagem empresarial para a automação de TI significa seguir uma estratégia unificada e coerente em vez de cada indivíduo ou equipe desenvolver sua própria abordagem. “O primeiro benefício é minimizar a variedade de ferramentas e técnicas necessárias para implementar a automação e, portanto, reduzir a carga cognitiva nas equipes e, ao mesmo tempo, tornar as habilidades mais transferíveis”, afirma Jorge Payró, country manager da Red Hat Argentina.

Leia mais: 5 transformações esperadas para a indústria de manufatura do Brasil em 2024

A IA generativa, treinada em um conjunto de dados de um domínio específico, também pode ajudar a reduzir a barreira de entrada. Portanto, padronizar a abordagem de automação também aumenta as oportunidades de compartilhamento e reutilização, especialmente com uma ferramenta que é modular, extensível e tem uma grande quantidade de conteúdo pronto para uso. Uma abordagem consistente também significa que haverá melhores métricas disponíveis e que os KPIs podem ser avaliados de forma mais eficiente, o que levará a melhores resultados e melhorias contínuas.

Uma poderosa ferramenta de automação de TI de código aberto, como a Red Hat Ansible Automation Platform, ajuda na concretização do círculo virtuoso, proporcionando consistência e padronização na execução de tarefas em paralelo e conforme programação, de modo que o tempo para completar várias tarefas seja drasticamente reduzido (em comparação com uma abordagem manual), assim como a intervenção humana. “Algo particularmente útil quando é necessário escalar a automação para alcançar milhares de ativos, o que é típico em cenários de nuvem e edge”, observa Payró.

Automação como serviço e conformidade como código

Uma abordagem de “automação como serviço” habilitada por API suporta múltiplos casos de uso, incluindo a entrega contínua (CD) de DevOps. Com base nessa abordagem, é possível aplicar um “ciclo de vida do software” à automação, para que as alterações sejam feitas através de ambientes de desenvolvimento e teste com controles apropriados, antes de serem promovidas para produção, exatamente da mesma forma que se espera que uma aplicação faça.

Isso leva ao “Compliance-as-Code“, onde os padrões corporativos podem ser aplicados porque todas as mudanças são feitas em uma versão controlada do repositório fonte e depois são publicadas através de um sistema de controle de qualidade. Combinadas, essas características levam a uma segurança aprimorada e permitem uma arquitetura de confiança zero, o que significa autenticação em cada etapa.

Tudo isso pode parecer desafiador, mas na prática ajuda a preparar as organizações para um ciclo de vida de automação muito mais maduro e eficaz, permitindo que essa prática seja estendida a diferentes níveis. “As organizações bem-sucedidas começam com o objetivo em mente e trabalham em direção a ele de forma lógica e incremental. Escolher a estratégia e a tecnologia de automação de TI empresarial certas neste processo será útil e importante a longo prazo”, conclui Alberto Ramundo, diretor de Customer Success para América Latina na Red Hat.

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Redação
Tags: automaçãogestão de TI
2 anos ago

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