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Tolerância ao estresse

Se você é um daqueles que acham que sabem lidar com o estresse, você deve pontuar alto em capacidade executiva de Tolerância ao Estresse.
Capacidades executivas são funções cerebrais ou capacidades cognitivas que os neurocientistas localizaram em regiões específicas do cérebro, especificamente nos lobos frontais do córtex cerebral. O desenvolvimento destas funções começa no nascimento. Elas fazem parte de todas as pessoas, desenvolvendo-se por completo até a idade adulta. Estas capacidades são chamadas de executivas porque ajudam a executar tarefas.
Cada indivíduo possui um conjunto de 12 capacidades executivas (autocontrole, memória ativa, controle emocional, foco, iniciativa, planejamento/priorização, organização, gerenciamento do tempo, definição e busca de metas, flexibilidade, observação e tolerância ao estresse). Cada pessoa possui duas ou três capacidades que são mais dominantes e duas ou três mais frágeis – e elas basicamente não mudam ao longo da vida.
Por exemplo, se a capacidade executiva menos desenvolvida de alguém é a tolerância ao estresse, participar de seminários ou aulas sobre como aliviar o estresse não irá alterar drasticamente sua condição. A capacidade executiva de tolerância ao estresse é a habilidade de crescer em situações de estresse e de enfrentar a incerteza, a mudança e demanda de performance.
A NFI Research entrevistou executivos e gerentes de negócios para medir seus graus de tolerância ao estresse. Pouco mais de um terço deles mostraram elevada tolerância ao estresse enquanto só 4% exibiram capacidade reduzida. O restante, um pouco mais da metade, demonstrou possuir um nível médio desta capacidade executiva.
Algumas capacidades executivas são tipicamente o oposto das outras. Por exemplo, uma pessoa com elevada tolerância ao estresse é geralmente ruim no gerenciamento do tempo, que é a capacidade de estimar quanto tempo existe para ser alocado e se manter dentro dos limites e das deadlines.
Alguém que possua elevada tolerância ao estresse teria uma elevada tolerância à ambigüidade e seria emocionalmente estável num momento de crise. Ele seria capaz de lidar com deadlines aleatórias e até mesmo se sentir confortável com o desafio de trabalhar sem parar até o fim do serviço. “Eu aposto na habilidade de fazer a diferença no meu campo de atuação”, respondeu um gerente que completou o questionário de tolerância ao estresse, parte do Perfil de Capacidades Executivas. “Quando o nível de estresse sobe no ambiente de trabalho, é o momento de agir se você quer fazer a diferença”.
Alguém com reduzida tolerância ao estresse se tornaria emocionalmente estressado numa crise e só se sentiria confortável quando conhecesse a sua programação de trabalho para as próximas semanas. Ao fazer um erro durante uma apresentação, ele ficaria obcecado com o assunto por dias.
A capacidade executiva mais frágil de qualquer pessoa é a primeira a falhar sob pressão, daí se alguém tem reduzida tolerância ao estresse e for pressionado ao limite, irá se tornar ainda mais instável emocionalmente, até mesmo agressiva. “Uma quantidade saudável de pressão e estresse é boa para a organização, e uma crise pode frequentemente fazer brotar o melhor das pessoas,” disse outro respondente. “Entretanto, quando não há oportunidade para baixar a bola, reassociar e estabilizar, o risco de sobrecarga e da piora da qualidade do trabalho aumenta. O segredo é achar um meio termo”.
Uma pessoa com elevada tolerância ao estresse pode lidar e até mesmo crescer em situações de alta pressão e de incerteza, enquanto alguém com reduzida tolerância ao estresse deveria fazer tudo o que fosse possível para evitar aquelas situações.

*Chuck Martin é autor de best-sellers de negócios, com o mais recente deles, SMARTS (Are We Hardwired for Success?). Ele dá palestras em todo o mundo e pode ser contactado através do e-mail chuck@nfiresearch.com.

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thaiscerioni
19 anos ago

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