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Análise: sem acordo com Yahoo, qual o próximo passo para a Microsoft?

A compra do Yahoo pela Microsoft parece hoje mais remota do que há uma semana. Mas a razão que moveria as duas empresas a querer unir suas forças – o Google continua a dominar o mercado de publicidade online e serviços baseados na web – continua forte como nunca.

E isso levanta a questão sobre qual será o próximo movimento da Microsoft para gerar um negócio rentável de publicidade online e evitar perder ainda mais terreno para a companhia de buscas.

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Existem muitas razões pelas quais uma fusão Microsoft-Yahoo poderia ter sido uma má idéia, e alguns analistas respiraram aliviados diante do fato de que não terão de lidar  com a complexidade que isso traria.

Os críticos questionam como as duas companhias poderiam se unir utilizando plataformas separadas de publicidade e diferentes infra-estruturas de rede, além de culturas corporativas completamente diferentes.

Eles também afirmam que a união das duas empresas poderia levar pelo menos dois anos para se completar,o que daria ao Google ainda mais tempo para solidificar sua posição de liderança.

Os analistas de Wall Street também notaram que seria uma má idéia para a Microsoft tomar para si tão grande fusão quando a companhia tem tradicionalmente tentado simplicar sua estrutura, através de aquisições mais estratégicas.

Um relatório da analista Heather Bellini, do UBS, aconselha a companhia de Bill Gates a cuidar dos desafios de sua própria tecnologia online, enquanto ganha mais clientes a partir da aquisição de start ups e outras companhias de menor porte.

Entretanto, a analista também notou que não existem no momento muitos ativos valiosos no mercado, depois que o Google comprou a DoubleClick, acordo que deve estar finalizado até o final deste ano.

Dessa forma, o que a companhia de software que esperou tanto para se capitalizar no novo modelo de negócios da internet faz agora? A Microsoft está desesperada com o mercado de publicidade online e tem de alterar suas táticas antes que seja tarde demais.

Para incrementar ainda mais sua receita e lucro, o Google diversificou sua linha de produtos e serviços, se movendo para áreas que vão além dos serviços ao consumidor, como publicidade offline, hospedagem de softwares e busca corporativa.

Dentro dos serviços online ao consumidor, ela também se expandiu para além da busca, desenvolvendo um amplo menu de produtos em áreas como fotomensagem, webmail, vídeo e mensagens instantâneas.

A Microsoft, por outro lado, falhou em promover a marca Windows Live desde o seu lançamento, em novembro de 2005. Além disso, a companhia tem visto as receitas dos seus serviços online cresceram apenas ligeiramente desde aquele momento, além de ter criado novos serviços apenas para usuários selecionados antes de torná-los disponíveis.

Essa corrida tem garantido vantagens ao Google, que lança os serviços para toda a base de clientes mesmo que eles permaneçam na versão beta por anos.

A Microsoft também tem vivido momentos difíceis com seus serviços do pacote Office Live, que oferece presença na internet às empresas, CRM, e-mail e outros serviços de hospedagem para pequenas e médias corporações.

Alguns observadores, entretanto, afirmam que ainda existem maneiras para que a Microsoft possa fazer frente ao Google mesmo sem comprar o Yahoo, como a extensão de uma parceria entre as duas companhias no segmento de publicidade online, por exemplo.

Outros sugerem que a Microsoft poderia se beneficiar de acordos com provedores de conteúdo multimídia, como AOL e News Corp. Vamos acompanhar quais serão os próximos lances dessa disputa.

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Redator
19 anos ago

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