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LBS no rastro de clientes móveis

Depois do SMS (Short Message Services), a próxima aposta de fornecedores de infra-estrutura de telecomunicações como Ericsson, Siemens e Nokia, no País, envolve a localização de assinantes através do LBS (Location Based Services).

Segundo estimativas da IDC (International Data Corporation), em 2004 os serviços de localização devem gerar um faturamento superior a US$ 5 bilhões.

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Tomando como princípio a capacidade de identificar a movimentação do assinante pelas células criadas em torno das ERBs (Estações Rádio Base) que compõem a rede de telefonia móvel, o LBS propõe que tais informações sejam utilizadas para rastreamento de lugares, pessoas, frotas de veículos, redes de caixas eletrônicos e o que mais a imaginação procurar.

Nos bastidores das operadoras, o LBS baseia-se em um software que rastreia os dados dos assinantes e os traduz para as aplicações disponíveis, utilizando um servidor dedicado. O grande diferencial, segundo os fornecedores, está na oferta de informações mais precisas e personalizadas pelos sistemas de localização.

Riqueza

Entre os métodos de localização está o Cell-ID, por meio do qual o terminal móvel e ambientes cadastrados são localizados dentro do raio de atuação de cada célula, que pode variar de 100 metros até 10 quilômetros. De acordo com Yolande Pineda, gerente de comunicação da Nokia Networks para a América Latina, tal sistema costuma demandar outros dispositivos acoplados às ERBs para refinar a localização dos terminais.

Neste sentido, Marco Antonio Neves, gerente de desenvolvimento de projetos da Siemens, destaca a triangulação de células, aliando diversas tecnologias de rastreamento como outra opção avaliada pelas operadoras.

O velho aliado na localização dos navegadores, o GPS (Global Positioning System), que utiliza comunicação via satélite, é visto pelos fornecedores como um elemento chave para abrir possibilidades ao LBS.

“Já existem terminais que trabalham com um dispositivo de GPS acoplado, transmitindo as coordenadas pela rede celular”, explica Rogério Loripe, presidente de tecnologia da Ericsson. Tal parceria, segundo o executivo, caminha para a inclusão de chips com a tecnologia GPS nos próprios terminais móveis, que devem estar no mercado no final deste ano.

Base tecnológica não é problema, garantem os fornecedores. “O que vai melhorar com a chegada das próximas gerações de telefonia móvel (2.5G e 3G), além da velocidade de transmissão, é a parte de imagem e som, tornando o serviço mais rico”, avalia Pineda, da Nokia.

Sem as barreiras técnicas e diante de operadoras sedentas pelo aumento de receita, os fornecedores anseiam por contratos. A Siemens, que lançou sua própria plataforma de LBS no início de julho, já conta com a equipe de vendas pronta para agir.

Na visão de Loripe, embora operadoras como a BCP Telecomunicações já realizem testes com o LBS aliado ao serviço de mensagens curtas e ao WAP (Wireless Application Protocol), ainda falta “agressividade” para colocar o sistema em prática. “Diante do investimento na migração de uma rede de telefonia, a infra-estrutura para o serviço de localização está pronta”, ressalta.

|Computerworld – Edição 368 – 24/07/2002|

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Redação
24 anos ago

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