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IBM se transforma para dar exemplo

Os data centers eram 155 e agora são seis, enquanto os 16 mil programas caíram para 4,7 mil. A área de tecnologia das corporações passa por grande transformação para acompanhar as mudanças da economia mundial. Se antes seu o papel era restrito apenas à entrega da TI à companhia, agora tem como foco a transformação dos processos de negócios. A IBM, na qualidade de maior empresa de tecnologia do mundo, mostra que está fazendo a lição de casa.

Em dez anos, a infra-estrutura tecnológica que suporta os seus negócios passou por uma profunda transformação. Da década de 90 para cá, o número de data centers da gigante mundial de TI foi reduzido de 155 para seis, os centros de hospedagem caíram de 80 para seis e as aplicações de software usadas pela companhia diminuíram de 16 mil para 4,7 mil. Quem só olha os números pode imaginar que a IBM simplesmente encolheu. Mas a nova estrutura foi criada justamente para acompanhar sua transformação em companhia global. “Mudamos a maneira de operar a TI para poder suportar a demanda que temos hoje no mercado global”, diz o diretor de operações da IBM mundial, Paul Gomes, um dos principais palestrantes do IBM Fórum, evento que será realizado pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, entre amanhã e quinta-feira. O executivo brasileiro fala sobre a “Transformação de TI na IBM” a clientes no País.

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Para chegar a essa infra-estrutura simplificada e capaz de atender às necessidades da empresa, a IBM modificou a forma como estava organizada a área na companhia. Em dez anos, passou a contar com apenas um diretor de tecnologia (CIO), ante os 128 espalhados anteriormente nas divisões da companhia em diversos países. E uma equipe de “transformação de negócios” com 70 executivos foi criada para discutir os rumos da área na companhia. “Antigamente, cada um se virava com o seu orçamento. Fizemos essa mudança organizacional para decidir melhor. Hoje, a adoção e adaptação da tecnologia acontecem mais rápido e as decisões têm de acompanhar esse ritmo”, diz.

Segundo o executivo, a atual economia de mercado não pode ser mais considerada local ou internacional, mas global do ponto de vista do consumidor, parceiros e funcionários. “A globalização está acelerando a necessidade de integração de soluções. Hoje, não podemos pensar em um projeto só para os Estados Unidos”, afirma o executivo.

Gomes cita como exemplo a mudança do papel da subsidiária brasileira, que inicialmente poderia ser considerada apenas mais um ponto de presença para venda de produtos mas que está hoje inserida na visão global da corporação. O centro de Hortolândia (SP), lembra o executivo, presta serviços para clientes globais e também é responsável pelo suporte mundial das aplicações da própria IBM, trabalhando com as unidades da China e Índia.

As mudanças promovidas na área de tecnologia pela companhia resultaram na redução de custos operacionais. Em 2002, do orçamento total de TI, apenas 22% eram destinados a novos projetos. A maior parte dos recursos disponíveis era consumida pelos custos de manutenção e suporte. Atualmente, os investimentos chegaram a 34% do total orçado para tecnologia. “Uma das dificuldades é decidir quando parar de cortar o custo operacional e a redução necessária em inovação, pois isso pode impactar diretamente os negócios”, confessa o executivo.

A IBM avalia agora, por exemplo, uma grande mudança no seu software de gestão empresarial, fornecido pela SAP. O objetivo é a integração total da empresa para promover uma visão única e objetiva. “Estamos estudando uma forma mais rápida, barata e sem impacto negativo nos sistemas”, diz

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Redação
19 anos ago

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