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IBM se reinventa e abre portas para desenvolvedores

Com mais de cem anos de atuação e prestes a chegar ao centenário de fundação no Brasil, a IBM tem vivido um momento ímpar em sua história. Foram diversas inovações e revoluções ao longos desse tempo, como as chamadas eras da tabulação e, posteriormente, da programação, mas todas utilizando a expertise interna da companhia. A empresa deixa parte de sua origem “tradicional” de lado e vive agora um momento de mudança de perfil, sobretudo por conta da inovadora plataforma Watson.

Se por um lado a empresa trabalha para massificar o acesso às aplicações do Watson para criar a próxima era, a cognitiva, fica claro que a própria Big Blue está iniciando sua nova fase. A nova estratégia é se aproximar cada vez mais de desenvolvedores, transformando-se em uma empresa mais aberta a inovações e próxima de parceiros. Prova disso são as reformulações no programa de canais, que busca “líderes cognitivos”.

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Marco Lauria, vice-presidente de soluções cognitivas da companhia para América Latina, classifica o Watson como aquele que mudará as regras do jogo, ou seja, peça fundamental para a transição da companhia. Se o Watson é o percursor, é possível afirmar que o Bluemix é a porta de entrada de fora para dentro da empresa. O Bluemix é oferta de plataforma como serviço (PaaS, na sigla em inglês) baseada em um projeto de código aberto de cloud que oferece funções e serviços em nível empresarial fáceis de integrar aos aplicativos da nuvem.

São mais de 30 APIs (interfaces de programação de aplicações) do Watson disponíveis para desenvolvedores no Bluemix e, de acordo com Robert Leblanc, VP da área de cloud, um terço das soluções do Bluemix construídas atualmente é de parceiros.

“O Watson tem sido algo muito maior. Falei com mais de 20 empresas nos últimos dias de evento e todas elas estão fazendo coisas muito boas com o Watson. A plataforma não é apenas para um Bradesco ou Banco do Brasil, o Watson tem aplicações de todos os tipos”, conta Lauria, referindo-se ao PartnerWorld Leadership Conference, evento da companhia voltado a parceiros, realizado nesta semana em Las Vegas, nos EUA.

O executivo afirma que a empresa não consegue nem mesmo controlar o número de desenvolvedores do seu ecossistema, tamanha proporção que a estratégia tem tomado. “São milhões de usuários com Bluemix, sendo que a usabilidade varia de acordo com cada aplicação.”

Ou seja, um usuário pode ter várias camadas em um volume maior. “Pode ser um usuário criando algo na proporção de um Uber ou Waze, por exemplo, com milhões de usuários, ou outro com poucas”, conta.

Lauria classifica essa fase como economia dos APIs, em que o software é escrito com um serie de building blocks e essas APIs ficam disponíveis na nuvem. Pensando no público de desenvolvedores, outro objetivo da IBM é estar cada vez mais próximo de jovens, como em universidades. “As pessoas estão tendo contato com a tecnologia desde muito jovem. O futuro está cada vez mais próximo desse grupo.”

Massificação
Lauria acredita fortemente que o uso de Watson será massificado muito em breve – algo como o surgimento do smartphone como plataforma e todas os aplicativos em volta, hoje extremamente disseminados.

“Quando foi lançado o smartphone, quem imaginaria o surgimento de aplicativos como Waze, Spotify, entre outros? Hoje todos fazem parte das nossas vidas. O smartphone é a plataforma por trás de tudo e o mesmo acontecerá com o Watson, que será a base para diversas aplicações que serão essenciais e nem daremos conta quando iniciarmos a utilizar”, completa.

*O jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da IBM

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Published by
Redação
Tags: destaqueIBMIBM PartnerWorld Leadership Conference 2017
9 anos ago

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