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IBGC: pretos e indígenas são menos de 1% em órgãos de administração

Foto: Shutterstock

Um estudo em primeira edição divulgado nessa terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, o IBGC, mostra uma imensa concentração de profissionais brancos em órgãos de administração das empresas de capital aberto no Brasil. São 81,1% da amostra, que contempla 5.961 cargos declarados na base em dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os pardos, que vem em seguida, são apenas 3,2% do total, seguidos pelos declarados “outros” (1,9%) e amarelos (1,8%). Pretos e indígenas não atingem sequer 1%. Não responderam 11,5%.

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A pesquisa – chamada Análise da diversidade de gênero e raça de administradores e empregados das empresas de capital aberto – considera dados sobre raça e informações sobre os empregados das empresas de capital aberto brasileiras, além de informações sobre órgãos da gestão (conselhos de administração, conselhos fiscais e diretorias). A divulgação de dados de gênero e raça para administradores e empregados de companhias listadas em bolsa é uma obrigação estabelecida pela CVM desde 2021.

Pretos, pardos, amarelos e indígenas correspondem a menos de 10% dos profissionais nos cargos na administração das organizações. “Com isso, é necessária a reflexão, por parte das empresas, sobre o desenvolvimento de práticas para a promoção de diversidade”, pondera Luiz Martha, gerente de pesquisa e conteúdo do IBGC.

Desigualdade de gênero

A pesquisa também apresenta novos números da diversidade de gênero nas empresas, mostrando lenta evolução nos últimos anos. A participação feminina em cargos de administração segue modesta: das 394 empresas analisadas, 82,7% tinham alguma mulher atuando em órgãos de gestão no ano passado (eram 82,5% em 2022).

Leia também: Empresas de tecnologia são denunciadas por supostos atuais e ex-colaboradores em planilha

Dos 6.323 postos de liderança analisados, apenas 15,8% eram ocupados por mulheres no período analisado, ante 15,2% na última edição do estudo. No contexto geral dos 3.231.643 colaboradores nas organizações abrangidas, há maior representatividade feminina do que nos conselhos e diretorias: 37,9%.

“É preciso criar e manter metas e métricas para que tenhamos um avanço mais expressivo”, diz Martha. “A diversidade é cada vez mais importante para o êxito dos negócios – o posicionamento de diversidade e inclusão do IBGC reforça que um conselho de administração com perfis diversificados proporciona uma pluralidade de argumentos e consolida uma tomada de decisão com mais segurança e qualidade, além de impulsionar a inovação”.

Outras descobertas

O estudo analisou 394 empresas, com 5.149 profissionais (805 mulheres e 4.344 homens), em 6.323 posições em conselhos de administração, conselhos fiscais e diretorias. Descobriu que:

  • 326 empresas (82,7%) têm alguma mulher em órgãos da administração;
  • 264 empresas (67%) têm mulheres atuando no conselho de administração;
  • 167 empresas (42,4%) têm mulheres apenas na diretoria;
  • 127 empresas (32,2%) têm mulheres no conselho fiscal;
  • 14 empresas (3,5%) têm mulheres atuando no conselho de administração e na diretoria concomitantemente;
  • 68 empresas (17,3%) não têm nenhuma mulher em nenhum dos órgãos da administração.

A pesquisa completa pode ser baixada (em PDF) nesse link.

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Redação
Tags: desigualdadediversidadeIBGCliderança
2 anos ago

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