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Metade dos executivos admite que IA generativa aumentou impacto ambiental de empresas

Imagem: Shutterstock

A inteligência artificial generativa tem um impacto ambiental “significativo e crescente”, e muitas organizações falham ao acompanhar o crescimento do uso dessa tecnologia, assim como sua pegada ambiental, o que compromete objetivos ESG. As empresas estão preferindo apostar na capacidade da IA generativa para impulsionar o crescimento dos negócios do que controlar os custos ambientais de seu uso, alerta um relatório recente da Capgemini.

Segundo a consultoria francesa, a IA tem potencial para impulsionar o crescimento dos negócios, e é capaz inclusive de melhorar a eficiência energética e apoiar iniciativas de sustentabilidade. No entanto, ela requer processamento de grandes quantidades de dados e um poder computacional “significativo”, o que consome grandes quantidades de eletricidade, água e outros recursos.

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Quase metade (48%) dos executivos acredita que a utilização de IA generativa impulsionou um aumento nas emissões de gases do efeito estufa (GEE). O esperado é que esse aumento continue a crescer. As organizações que medem seu impacto com a tecnologia esperam que a porcentagem de emissões causadas pela IA aumente, em média, de 2,6% para 4,8% das emissões totais nos próximos dois anos.

Para mitigar essa situação, diz o relatório da Capgmini, as organizações estão recorrendo a fontes de energia renováveis e tentando otimizar a infraestrutura de IA.

Minoria sustentável

Apenas 12% dos executivos que utilizam a IA generativa afirmam que a organização em que trabalham mede a pegada ambiental da utilização da tecnologia, e apenas 38% afirmam estar conscientes do impacto ambiental.

À medida que as empresas tentam acompanhar os concorrentes, o desempenho, a escalabilidade e o custo são fatores chave para considerar o uso de modelos de IA generativa, enquanto a sustentabilidade aparece com importância pequena. Um quinto dos executivos classifica a pegada ambiental da IA generativa como um dos cinco principais fatores ao selecionar ou construir modelos, e mais da metade reconhece que incluir a sustentabilidade como um critério-chave na seleção de fornecedores reduziria a pegada ambiental.

Quase um terço (31%) das organizações tomaram iniciativas para incorporar medidas de sustentabilidade no ciclo de vida da IA generativa. Mais de metade já utiliza modelos menores e alimenta a infraestrutura da IA generativa com fontes de energia renováveis, ou planeja fazê-lo nos próximos 12 meses.

No entanto, com mais de três quartos das organizações utiliza apenas modelos pré-treinados e apenas 4% constroem os próprios modelos do zero. Aproximadamente três quartos consideram um desafio medir a pegada da tecnologia devido à transparência limitada dos fornecedores, e a indústria carece de uma metodologia para medir essa pegada ambiental.

“Se quisermos que a IA generativa seja uma força para o valor sustentável de negócio, é necessário que haja uma discussão de mercado em torno da colaboração de dados, desenhando padrões para toda a indústria sobre como contabilizamos a pegada ambiental da IA, para que os líderes empresariais estejam preparados para tomar decisões de negócios melhor informadas e responsáveis, e mitigar esses impactos”, diz em comunicado Cyril Garcia, líder de serviços globais de sustentabilidade e responsabilidade corporativa da Capgemini.

O relatório entrevistou 2 mil executivos de organizações com mais de US$ 1 bilhão em receitas anuais, em 15 países, inclusive o Brasil. É possível baixar o documento nesse link.

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Redação
Tags: CapgeminienergiaIA generativasustentabilidade
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