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Hydro Paragominas usa drones para recuperar áreas degradadas pela mineração

Drone da Morfo. Foto: Divulgação

A Hydro Paragominas, mineradora de bauxita paraense, está usando drones para reabilitar áreas de extração afetadas e que precisam de reabilitação ambiental. A empresa contratou uma startup, a Morfo, de origem franco-brasileira, e está testando o método de plantio aéreo. A empresa também faz nucleação, plantio tradicional e regeneração natural.

“Esta iniciativa vai contribuir e reforçar as metas de reabilitação da Hydro Paragominas. Estamos constantemente buscando soluções inovadoras no mercado para as iniciativas da mina, trabalhando a sustentabilidade das nossas operações por meio da tecnologia”, diz Jonilton Paschoal, gerente de meio ambiente da Hydro Paragominas.

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Segundo a empresa, a contratação é um “pontapé inicial” de uma iniciativa que prevê investimentos de mais de US$ 542 mil.

Veja ainda: Líderes debatem o sucesso na era da sustentabilidade no IT Forum Trancoso 2024

Mais de 3 mil hectares já foram reflorestados na região da Hydro Paragominas desde 2009. Em 2023, foram reabilitados cerca de 328 hectares, dos quais aproximadamente 70% do reflorestamento foi realizado com a técnica de nucleação, 25% por meio do plantio tradicional e 5% por meio da regeneração natural. Também foi aplicada a técnica de hidrossemeadura em aproximadamente 5 hectares.

A iniciativa da companhia com os drones será aplicada em testes considerando diferentes cenários, em um total de 50 hectares. Desses, 25 hectares receberam solos provenientes de pastos da região e agora devem receber o enriquecimento vegetal com a tecnologia da Morfo. Já os outros 25 hectares são de área recentemente minerada.

“Nosso sistema faz um plano hiper particularizado conforme as necessidades específicas de cada porção de terra, aplicando os recursos mais adequados para cada uma, e usando uma equipe de duas pessoas e um drone para o plantio, o que permite restaurar extensões maiores de maneira mais eficiente”, diz Adrien Pages, CEO da Morfo.

Nova metodologia

A iniciativa da Hydro Paragominas inclui o diagnóstico do solo, feito a partir de imagens de satélite e de drone, para mapear a topografia, os recursos hídricos e a cobertura vegetal. Em laboratório, outras características são analisadas a partir de amostras do solo, como a compactação, a umidificação e a composição mineral e orgânica.

Com o diagnóstico, a próxima etapa é a identificação de espécies nativas com mais chances de sucesso para aquele solo, incluindo variedades dos três estágios da sucessão ecológica: plantas rasteiras, arbustos e árvores, e as espécies chave estudadas pela Hydro Paragominas. As sementes serão envoltas em uma cápsula nutritiva antes de serem distribuídas.

A terceira etapa é a dispersão das sementes. Uma das vantagens desse método é a facilidade de logística para áreas remotas, sem a necessidade de deslocamento de pessoas ou de intervenções no meio ambiente.

Com um único drone pode-se de dispersar 180 cápsulas e sementes das múltiplas espécies por minuto, dizem as empresas.

A Morfo foi fundada em 2021 e desenvolveu um método de reflorestamento em grande escala. O objetivo é reconstituir ecossistemas florestais, a fim de combater as alterações climáticas e proteger a biodiversidade. No Brasil, firmou parcerias de colaboração científica com as universidades federais de São Carlos (UFSCar) e Viçosa (UFV), e de ONGs como o Instituto Terra e Preservação Ambiental e redes de coletores de sementes.

Até o momento, diz já ter recuperado cerca de 600 hectares de floresta.

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Redação
Tags: ESGHydro ParagominasMorforeflorestamento
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