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Husky: mais de 70% dos brasileiros que trabalham para empresas estrangeiras são de exatas

Imagem: Shutterstock

Pessoas na casa dos 30 anos, que trabalham com tecnologia (principalmente em fintechs), moram no Sudeste com um companheiro(a), têm pets e possuem nível superior e inglês avançado. Esse é parte do perfil do grupo de profissionais que vivem no Brasil e ganham em dólar ou euro, pois prestam serviços para empresas estrangeiras.

Os dados fazem parte da segunda edição de uma pesquisa da Husky, plataforma para profissionais remotos que recebem pagamentos internacionais no Brasil e que faz parte do grupo Nomad. A Pesquisa Global Worker fez mais de cem perguntas para 1.600 entrevistados, sendo que 1.154 já fazem parte da categoria “global worker” e 341 pretendem se tornar um – outros 105 não são e nem têm interesse em ser.

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Quanto à identidade de gênero, 80% se identificam do gênero masculino e 20% do feminino. Ambos buscam boas remunerações aliadas a um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, gostam de viajar, mas preferem viver no Brasil do que em terras estrangeiras.

Moram predominantemente no Sudeste, com o Sul em seguida. No estado de São Paulo, estão 37,4%; em Santa Catarina, 10,4%; e em Minas Gerais, 9,4%. Mais da metade (52,7%) vive nas capitais, como São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Há, porém, uma parcela de 1,8% que decide morar fora e, atualmente, Portugal é o destino favorito de 52,4% dos expatriados.

Leia ainda: Intel desafia startups brasileiras de IA a combater pobreza e mudanças climáticas

Apenas 24,3% dos profissionais se identificam como nômades digitais.

A pesquisa mostra ainda que 81% trabalham como contratados e 10,6% são freelancers. Destes, 90,3% têm vínculo de pessoa-jurídica; 5,2% possuem vínculo trabalhista; e 3,9% operam sobre outros acordos/contratos. O grau de satisfação é elevado e 77,9% estão confortáveis contra 19,9% que preferiam regime de contratação tradicional.

“A média salarial teve uma baixa de 2023 para 2024, contudo os salários ainda seguem atrativos, pois a média gira entre R$ 15 e R$ 25 mil por mês”, diz Tiago Santos, CEO da Husky.

Formação

A maioria absoluta dos entrevistados é formada em um curso na área de exatas (71,6%), dividindo-se entre os cursos de Tecnologia da Informação (40,2%); Ciência da Computação (14,4%); Sistemas de Informação (9,9%) e Engenharia da Computação (7,1%). Segundo a Husky, isso permite constatar que existe uma demanda elevada do mercado global por profissionais brasileiros para atuar em desenvolvimento de software e áreas relacionadas.

Os demais profissionais ouvidos são da área de humanas e sociais (26,2%, aumento de 6,8% em relação à pesquisa de 2023); 2,1% são de biológicas; 5,1% são profissionais administrativos; 2,4% de publicidade e propaganda; e 1,7% são jornalistas.

Quando se trata de fluência em outros idiomas, 48,6% dos profissionais falam inglês fluentemente e outros 41,6% estão bem perto disso. Entre os que falam espanhol, a proporção é mais modesta, com a maioria ainda no nível intermediário (41,9%) e os que se consideram fluentes somam apenas 12,7%.

A maioria dos empregadores é norte-americano e europeu: 65,2% dos EUA; 6,4% do Reino Unido; 5,6% do Canadá e 3,6% de Portugal. Essas são empresas, no geral, pequenas e médias: 52,4% são companhias com 11 a 200 funcionários e 25,3% têm entre 501 e 10 mil funcionários.

Os “global workers” optam por investir em renda fixa, variável e fundos, mas também em produtos menos conservadores, como: 30,1% em criptomoedas (crescimento de 12,2% em relação à edição do ano anterior), e 16,7% em previdência privada.

Apenas 23,3% alocam seu dinheiro no exterior. Os principais objetivos financeiros são aumentar a renda, criar reservas de segurança e investir.

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Redação
Tags: empresas estrangeirasGlobal WorkerHuskytrabalho
2 anos ago

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