A presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro das Comunicações Paulo Bernardo o aumento da velocidade das conexões do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de 600 kbps para 1 Mbps.
Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, Dilma teria solicitado a mudança por julgar que o plano está defasado em relação ao resto do mundo. “Vamos abolir esse negócio de kilobit, vamos falar em megabit”, recomendou a Bernardo.
Em fevereiro, o próprio ministro reconheceu que velocidades na casa de 512 Kbps já não são consideradas banda larga em vários países. “Está muito aquém do que precisamos”, afirmou à época.
Apesar do aumento de quase 70% na velocidade, o preço-base da assinatura, de 35 reais (ou 29,80 reais, com isenção do ICMS), seria mantido.
Em 16/3, o ministro das Comunicações já havia anunciado uma revisão do PNBL, para torná-lo mais acessível às classes de menor poder aquisitivo. Os Estados de Amapá e Roraima também seriam incluídos no plano.
Pacotes
O aumento da velocidade visa permitir que as operadoras ofereçam pacotes multimídia, com conexão e conteúdo (TV paga), que demandam mais largura de banda.
Para que isso aconteça, no entanto, será preciso a aprovação do Projeto de Lei 116 (antigo PL 29), que, entre outras propostas, autoriza a entrada das operadoras de telecomunicação no mercado de TV por assinatura.
De acordo com o jornal, o governo trabalhará pela aprovação do PL 116 em troca do aumento na velocidade das conexões.
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