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As iniciativas de governança de dados podem entregar muito mais, mas é preciso olhar para dentro das empresas

Imagem: Shutterstock

Muito se fala sobre como a governança de dados vem desempenhando um papel fundamental na modelagem de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial generativa – já que tem importância significativa na definição de políticas, procedimentos e responsabilidades que vão garantir a qualidade, a disponibilidade e a segurança dos dados de uma organização.

Porém, no universo dos dados, o que mais me intriga é a sensação de que as ações de governança de dados não entregam tanto quanto esperamos, especialmente, em empresas que já estão bem avançadas em termos de arquitetura e engenharia.

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O estudo The Benefits of Data Governance, realizado pela IDC (International Data Corporation), mostra que o mercado de governança de dados deve crescer 10% ao ano até 2026. Ou seja, cada vez mais produtos e serviços de governança de dados são implementados de centenas de maneiras diferentes.

Então, onde está o problema? Pelo que venho acompanhando em mais de 20 anos de experiência em Data Analytics e BI (Business Intelligence), não acho que esteja na qualidade dos dados. Para mim, o problema está enraizado na cultura de muitas empresas, na qual o que realmente funciona no campo dos dados nem sempre se originou de uma iniciativa formal de governança de dados. Segundo o Gartner, até 2022, apenas 37% das organizações tinham uma estratégia formal de governança de dados documentada e comunicada.

Sou um defensor da governança de dados. Acredito que ela realmente entrega muito mais do que catálogos e linhagem – extremamente necessários, que fique claro. Prova disso está nos resultados do Gartner Market Guide for Data Governance Platform, que mostram que 80% das organizações estão investindo em governança de dados e que essas companhias têm uma probabilidade 60% maior de ter sucesso na transformação digital.

Também estou convencido de que as atuais ferramentas e serviços de Cloud para governança de dados são excelentes, e que a inteligência artificial já é uma realidade para revolucionar mais ainda a área, aproveitando todas as técnicas de BI que são globalmente reconhecidas e os alicerces estabelecidos até então. Porém, dá para ir ainda mais longe.

Se a governança de dados já fazia diferença na era dos dados brutos – quando se percebeu a necessidade de metadados –, agora ela nos brinda com a era do conhecimento dos dados, conforme pirâmide Data-Information-Knowledge-Wisdom (DIKW).

Diga-se de passagem, um mérito dos engenheiros de dados, arquitetos de dados, cientistas de dados, defensores da cultura de dados, equipes de infraestrutura e todos os envolvidos na busca por inovações e soluções tecnológicas de dados. Claro, sem esquecer dos profissionais da área de “datagov”, que, embora nem sempre sejam devidamente reconhecidos, são responsáveis por definir políticas e processos de organização dos dados.

Investir em governança de dados vale muito a pena, sem dúvida! Aqueles que não o fizerem ficarão para trás(e não há problemas em ter que fazer escolhas, como decidir entre um dicionário correto, um único conjunto de permissões de acesso ou em estabelecer malhas específicas por domínio).

O fundamental é que, mês após mês, essas ações se somem, e todos os envolvidos no vasto mundo dos dados estejam alinhados com a mesma estratégia. Com liderança corporativa, as quatro pessoas da área de governança de dados viram 40, descentralizadas.

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Published by
Redação
Tags: dadosgovernança
2 anos ago

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