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Com 75% dos clientes já usando IA, Google Cloud aposta em agentes autônomos para empresas

Thomas Kurian, CEO do Google Cloud Foto: Divulgação, Google Cloud

O Google Cloud anunciou durante o Next ’26, realizado em Las Vegas, novos sistemas para implementação de uma empresa totalmente agêntica. Segundo a companhia, a fase de experimentação com IA generativa ficou para trás, dando lugar a uma plataforma tecnológica abrangente projetada para implementação de agentes em escala global.

No centro da estratégia está a Gemini Enterprise Agent Platform. A solução unificada integra o Vertex AI, plataforma de inteligência artificial do Google Cloud, a novos recursos, como o Agent Studio, uma interface voltada para desenvolvedores e sistemas de orquestração, combinação que permite que agentes deleguem tarefas entre si de forma contínua.

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Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, apresenta a ideia como o futuro das corporações. “Hoje, esse futuro está em produção, a empresa agêntica é real e implementada em uma escala que o mundo nunca viu antes. No Next, mostramos tudo o que você precisa para tornar sua organização automatizada com agentes”, afirma.

Os números sustentam a aposta: quase 75% dos clientes do Google Cloud já utilizam produtos de IA, e a empresa processa atualmente 16 bilhões de tokens por minuto via API. Mais de 330 clientes processaram acima de 1 trilhão de tokens nos últimos 12 meses.

Infraestrutura e dados

Para sustentar o processamento exigido por sistemas autônomos, o Google Cloud introduziu suas TPUs de 8ª geração. O hardware foi otimizado em duas frentes: a TPU 8t, para treinamento acelerado, entrega o triplo do poder de processamento da geração anterior com o dobro de eficiência energética; já a TPU 8i, voltada para inferência, alcança desempenho por dólar 80% superior ao antecessor, viabilizando a execução de milhões de agentes simultâneos com custo reduzido.

Essa base é suportada pelo Agentic Data Cloud, que introduz uma arquitetura nativa de IA para permitir que os dados corporativos acompanhem a velocidade dos processos autônomos. Outro destaque é o Knowledge Catalog, ferramenta essencial para fundamentar os agentes no contexto de negócios e garantir informações confiáveis e seguras.

Defesa cibernética e produtividade

A segurança também foi destaque, com a criação do Agentic Defense, plataforma de cibersegurança que une a inteligência de ameaças do Google à tecnologia da Wiz — startup israelense adquirida em março de 2025 por US$ 32 bilhões, a maior transação da história da Alphabet. O sistema utiliza agentes especializados em SecOps para detectar e responder a ataques em ambientes multi-cloud e híbridos.

Leia mais: SUSECON 2026: soberania digital, AI Factory, virtualização e parcerias

Já no campo da produtividade, o Workspace Intelligence promete romper silos de informação. A ferramenta cria uma camada semântica unificada entre Gmail, Docs, Drive e Meet, transformando as tradicionais ferramentas de escritório em colaboradores ativos para as equipes.

Os números apresentados no Next ’26 reforçam a tração da tecnologia: quase 75% dos clientes do Google Cloud já utilizam produtos de IA. O impacto já é visível em operações críticas — a NASA, por exemplo, utilizou agentes Gemini para gerenciar a prontidão de voo na missão Artemis II. Unilever, Mars e Bosch também estão escalando agentes para otimizar marketing, P&D e operações globais.

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Bruna Rocha
Tags: GeminiGenAIGoogle CloudNASA
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