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Divisão geracional: Como a geração Z moldará o caminho da IA generativa e dos negócios

Foto: Shutterstock

Nascidos entre 1997 e 2012, a geração Z é a primeira de nativos digitais. Vivendo em um mundo de smartphones, assistentes virtuais e internet, o nível de conforto entre eles com o ritmo das mudanças tecnológicas e seu impacto na sociedade é como uma força motriz por trás da adoção generalizada da IA. 

Essa geração vai determinar até que ponto essa tecnologia realmente afetará a forma como vivemos e trabalhamos. Uma pesquisa global divulgada pela Salesforce mostra que mais de um terço dos usuários atuais são “superusuários”, explorando IA generativa diariamente e planejando usá-la ainda mais. Os dados também mostram que metade de todos os consumidores nunca usou a tecnologia, afirmando que seu conhecimento de IA generativa é limitado ou inexistente. Abordando especificamente a Geração Z, a pesquisa mostra que 70% usam a tecnologia – em comparação com apenas 23% dos Baby Boomers – e quase metade acredita que está a caminho de dominá-la.

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No entanto, a capacidade da geração Z de confiar na IA generativa é tão importante quanto sua habilidade de facilitar a vida de todos. Talvez mais do que qualquer outra geração, eles exigem tecnologia com consciência, querendo entender como funciona e garantindo que seja segura. Ainda segundo a pesquisa da Salesforce, 64% dos entrevistados disseram que usariam mais IA generativa se houvesse mais segurança. 

Leia mais: É hora de ouvir a Geração Z sobre o que fazemos hoje para construir a economia do amanhã

Diante do crescimento da presença desta geração no mercado de trabalho, existem boas oportunidades para explorar, construir e implementar plataformas de IA bem-sucedidas. O primeiro passo é preencher a lacuna entre como a Geração Z usa a IA e como eles querem usá-la. Apesar de termos um grande hype em torno de como ela pode tornar nossas vidas mais fáceis, 38% dos usuários de IA generativa a estão usando apenas para diversão, sendo que existem muitas oportunidades de explorar essa tecnologia no local de trabalho como forma de ajudar a otimizar sua produtividade. À medida que as organizações constroem e implementam IA, focar em ferramentas que tornam os trabalhadores mais produtivos pode aumentar a adoção e diminuir a resistência, acelerando a jornada da empresa para o futuro.

Além disso, a geração Z tem preocupações éticas. Por isso, incorporar práticas transparentes de IA é fundamental. Questões como preconceito, privacidade e transparência de dados são temas que merecem atenção. Pode ser necessário envolver um humano no processo para corrigir quaisquer problemas ou erros. 

Por fim, a promoção da colaboração entre os que se sentem confortáveis com a IA generativa e aqueles que tomam as decisões de negócios deverá se tornar o caminho a ser seguido. Segundo dados da pesquisa da Salesforce, os funcionários responsáveis pelas decisões cotidianas que impulsionam uma empresa são aqueles que, atualmente, não utilizam a IA generativa e não a compreendem totalmente. Essa lacuna de conhecimento leva a opiniões divergentes sobre para onde os recursos devem ir e as prioridades de financiamento de tecnologia. 

Por isso, enquanto as empresas não conseguirem superar a divisão entre os proponentes da IA e aqueles que são resistentes a ela, provavelmente encontrarão mais desafios para aproveitar efetivamente todo o potencial que essa tecnologia emergente tem para os negócios. A tecnologia e seu enorme potencial estão disponíveis: nos resta agora educarmos as pessoas para um cenário no qual elas consigam extrair tudo de melhor que ela pode oferecer. 

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Redação
Tags: Geração Zinteligência artificial
3 anos ago

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