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Mais da metade disso veio por benefícios relacionados à queda no valor da rede telefônica de longa distância, ocorrida de setembro a dezembro de 2004. A rede se desvalorizou depois de uma série de derrotas regulatórias que obrigou a empresa a suspender todos os esforços em marketing e retenção de clientes para serviços tradicionais de chamadas locais e de longa distância.
Como resultado, a base de clientes domésticos caiu vertiginosamente em 2 milhões no trimestre – no ano todo, a empresa perdeu 24 milhões de usuários. Mas a retirada também resultou numa economia de US$ 700 milhões me marketing em 2004.
Os novos custos com anúncios para os serviços baseados em Internet que a AT&T lançou em março representam uma fração pequena deste valor. A AT&T não divulgou o número de assinantes domésticos e corporativos do novo serviço e os executivos disseram que isso não deve ser tomado como sinal de mau desempenho.
A economia do último trimestre foi reflexo também do corte de mais de 14 mil posições durante o ano – o que representa cerca de um quarto da força de trabalho da empresa. O último corte foi maior do que
As vendas totais do quarto trimestre foram de US$ 7,27 bilhões, uma queda de 10,2% em relação aos US$ 8,10 bilhões do ano passado. Os resultados foram atribuidos à competição cada vez mais feroz e mudanças regulatórias “inesperadas”.
No último trimestre, o faturamento da unidade de serviços ao consumidor caiu 17,9 % para US$ 1,8 bilhões. A divisão de serviços corporativos gerou um faturamento de US$ 5,45 bilhões, uma queda de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As ações da empresa cairam 46 centavos de dólar em Wall Street, ou 2,5%, atingindo US$ 18,05.
Os investidores podem ter sido desestimulados pelas perspectivas para 2005. O faturamento anual deve cair de 15% a 18%, para algo entre US$ 25 bilhões e US$ 26 bilhões.
Com concorrentes como a MCI e a Bells sendo agressivas em relação aos preços para clientes corporativos, a AT&T deve seguir com preços competitivos.
Para o ano de 2004, a perda líquida foi de US$ 6,11 bilhões, ou US$ 7,68 por ação, incluindo US$ 12,8 bilhões em cobranças pela queda dos assets e outras ações de reestruturação. Em 2003, a AT&T ganhou US$ 1,87 bilhões, ou US$ 2,36 por ação. O faturamento do ano todo caiu de US$ 34,53 bilhões em 2003 para US$ 30,54 bilhões em 2004, o equivalente a 11,6%.
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