A leitura de pensamentos, no futuro, não será algo restrito a heróis e vilões de histórias em quadrinho. Dispositivos móveis também conseguirão o feito, de acordo com a pesquisa “Next 5 in 5”,realizada pela IBM. O levantamento revela cinco inovações que podem mudar o modo das pessoas trabalharem, viverem e se divertirem nos próximos cinco anos.
Ainda de acordo com a pesquisa será possível:
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- Abastecer a casa com a energia que você gerou: qualquer coisa que se move ou produz calor tem o potencial de gerar energia apta a ser capturada – caminhar, correr, andar de bicicleta, o calor do seu computador ou mesmo a água que corre nos canos. Avanços na tecnologia para geração de energia renovável permitirão que os indivíduos coletem esta energia cinética, que no momento é perdida, e a utilizem para ajudar a abastecer casas, locais de trabalho e cidades. Imagine conectar pequenos dispositivos aos aros das rodas da bicicleta, recarregando baterias à medida que você pedala. A geração de energia pode vir de tudo ao nosso redor. De acordo com a empresa, cientistas da IBM na Irlanda, por exemplo, procuram formas de entender e minimizar o impacto ambiental de converter a energia das ondas do oceano em eletricidade.
- Inutilidade das senha: não será mais necessário criar, manter ou lembrar de várias senhas para os diversos logins. Cada pessoa tem uma identidade biológica singular e por trás disso o que existe são dados. Dados biométricos – definições faciais, varreduras de retina e arquivos de voz – serão combinados por software para criar senhas online de DNA exclusivo. Conhecidos como sistemas de múltiplos fatores biométricos, esses sistemas mais inteligentes serão capazes de agregar as informações em tempo real para garantir que sempre que alguém esteja tentando acessar esses dados, essa pessoa tenha o perfil biométrico específico e autêntico. As pessoas também poderão optar por manter ou cancelar qualquer informação fornecida.
- Leitura de pensamentos: a IBM informou que cientistas pesquisam formas de interligar o cérebro de uma pessoa a dispositivos, como um computador ou um smartphone. Bastará que a pessoa pense em fazer uma chamada telefônica para que ela ocorra. Também será possível controlar o cursor em uma tela de computador simplesmente pensando para onde se quer movê-lo. Cientistas da área de bioinformática desenharam headsets com sensores avançados para ler a atividade elétrica do cérebro capazes de reconhecer expressões faciais, entusiasmo e níveis de concentração, além de pensamentos, sem que haja necessidade de qualquer ação por parte desta pessoa. No prazo de cinco anos, será possível ver as primeiras aplicações desta tecnologia no setor de jogos e entretenimento. Além disso, médicos poderão usá-la para testar padrões cerebrais ou mesmo para auxiliar na reabilitação de AVCs e ajudar a entender problemas no cérebro, como o que gera o autismo, por exemplo.
- Exclusão digital deixará de existir: hoje, o crescimento e a riqueza das economias são cada vez mais decididos em função do nível de acesso a informações. No prazo de cinco anos, a diferença entre os que têm ou não acesso à informação diminuirá consideravelmente, devido aos avanços na tecnologia móvel. Existem 7 bilhões de pessoas vivendo no mundo hoje. Em cinco anos, 5,6 bilhões de telefones móveis terão sido vendidos, o que significa que 80% da atual população global terá um dispositivo móvel individual. À medida que fica mais barato possuir um telefone móvel, pessoas com menor poder de compra serão capazes de fazer muito mais do que podem hoje. Na Índia, usando tecnologia de voz e dispositivos móveis, a IBM possibilitou que aldeões analfabetos de vilas rurais enviassem informações por meio de mensagens gravadas em seus telefones. Com acesso a informações, os aldeões podem conferir previsões de tempo que os ajudam a decidir quando fertilizar as plantações, saber quando os médicos estarão na cidade e definir os melhores preços para suas colheitas ou mercadorias.
- Junk mail vai virar e-mail prioritário: em cinco anos, a propaganda não solicitada poderá parecer tão personalizada e relevante que será possível pensar que o spam morreu. Ao mesmo tempo, os filtros de spam serão tão precisos que as pessoas não serão mais incomodadas por mensagens de venda indesejadas. A IBM informou que desenvolve uma tecnologia que usa processos analíticos em tempo real para interpretar e integrar dados de diversas fontes, como redes sociais e preferências online, de modo a apresentar e recomendar informações que sejam úteis apenas para aquele indivíduo.