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Fleury aprimora diagnóstico de câncer com computação cognitiva

O Fleury Medicina e Saúde acaba de dar um passo importante em direção à medicina de precisão no País com o lançamento em maio do Oncofoco, um exame de sequenciamento de DNA que usa computação cognitiva para auxiliar os médicos a identificar medicamentos e ensaios clínicos relevantes. Ele é resultado da parceria pioneira na América Latina do grupo com a IBM Watson Health para uso da solução Watson for Genomics no Brasil.

O Oncofoco, por meio de inteligência artificial, fornece informações que auxiliam na tomada de decisão médica na assistência personalizada dos pacientes com casos de câncer complexos, com base em alterações genômicas de um indivíduo e dados extraídos da literatura médica. 

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Dr Edgar Rizzatti, diretor-executivo Médico, Técnico e de Processos, do Grupo Fleury, à frente do projeto, diz que o acordo para o uso da tecnologia Watson aconteceu no final de 2016, quando o grupo prospectou as possibilidades que a inovação poderia proporcionar aos diagnósticos e à precisão de laudos.

“Fomos a Nova York conhecer de perto o Watson. Constatamos que ele, de fato, poderia fazer uma curadoria significativamente abrangente dos estudos sobre as alterações genéticas (pesquisadas e informadas por nossos profissionais), de maneira intensa e rápida, um processo que seria humanamente impossível para nós”, argumenta.

Segundo ele, felizmente a medicina avança rápido no mundo, e os casos surgem de todos os cantos, por essa razão, é praticamente impossível os médicos se manterem atualizados na mesma velocidade. “E o Watson traz as informações rapidamente, porque tem alta capacidade de busca dessas alterações genéticas em todos os estudos disponíveis no mundo.”

Ele acrescenta que a solução de inteligência artificial utiliza pesquisas, estudos clínicos e artigos científicos ao fornecer para os oncologistas um conhecimento combinado das instituições de câncer mais importantes mundialmente. Assim,  o laudo do exame traz as informações relevantes em destaque para que possam auxiliar o oncologista na conduta do caso e indica se as alternativas terapêuticas e estudos clínicos em andamento no mundo existem também no Brasil.

Para colocar em prática o Oncofoco, o ano de 2017 foi dedicado a testes exaustivos, submetidos a um abrangente processo de validação, de acordo com Rizzatti. Os estudos envolveram amostras tumorais de pacientes submetidos à biopsia ou incisão cirúrgica, cujos materiais foram processados internamente pelo Fleury. O objetivo foi gerar uma base para efeito comparativo e, assim, garantir a acurácia no diagnóstico do primeiro teste a ser realizado no Brasil com o uso de inteligência artificial.

Excelência em conhecimento é chave no Fleury

O pioneirismo em medicina diagnóstica de precisão com o Oncofoco é fruto do empenho dos profissionais do grupo pela busca do conhecimento e da inovação no setor. De acordo com Rizzatti, além de médicos de diferentes especialidades e cientistas do Fleury, o time contou com a equipe da área de bioinformática, composta por profissionais com habilidades e competências específicas em biologia, que se juntam às de computação e TI.

“Não é fácil montar esse grupo de perfil raro. Temos profissionais formados em biologia, por exemplo, que treinamos em TI e o inverso também acontece. É complicado achá-los no mercado. A Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto (SP), por exemplo, já forma ‘bioinformatas’ e trazemos muitos deles de lá”, revela.

A excelência técnica do grupo Fleury tem origem no apetite aguçado dos profissionais por inovação e, consequentemente por tecnologias avançadas. “Nosso grupo de colaboradores reúne pessoas com conhecimento diferenciado, grande parte possui mestrado e doutorado. Valorizamos o conhecimento e proporcionamos treinamentos constantes. Isso porque uma boa gestão envolve a modernização de processos e os processos envolvem um ativo importante: pessoas.”

Dr Rizzatti, hematologista, com mestrado, doutorado e pós-doutorado, destaca que um outro fator vital para o aprimoramento do conhecimento do grupo é o fato de o corpo médico, em sua maioria, ser formado por profissionais que também atuam como professores em importantes universidades do País e estão integrados a instituições de ensino no exterior.

“O Oncofoco é resultado desse trabalho em colaboração. Com ele, ganhamos tempo em investigações, entendendo detalhes que direcionam de forma assertiva o tratamento. E ganhar tempo pode salvar muitas vidas”, diz.

No momento, o Fleury possui mais de 70 projetos de pesquisa em andamento com os principais centros de pesquisas de universidades no Brasil e no exterior. E segue oferecendo mais de 3 mil testes em 37 diferentes especialidades médicas.

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Redação
Tags: FleuryIBMinteligência artificialWatsonWatson for Genomics
8 anos ago

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